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Mãe Baia e Mãe Delaide

@Ilustração
Mãe Baia e Mãe Delaide

Duas pessoas de corações grandiosos. Bondosos. Compreensíveis.

Mãe e filha pareciam as duas no mesmo corpo. Tinham a mesma conduta. Alegres! Não havia tempo ruim. Sempre dispostas para o trabalho, Incansáveis. Não se cansavam. Eram também mães de leite. Sempre moraram em Monte Alegre. Nunca deixaram a companhia de papai e mamãe. Estavam presentes em todos os atos e eventos da Fazenda. Nunca foram ausentes. Sempre presentes. E os seus corpos estão enterrados no cemitério da Fazenda Monte Alegre.

Manduca e Assis eram filhos da mãe Delaide e os dois os nossos amigos de infância, na Fazenda Monte Alegre... Lembranças da infância são inesquecíveis.

Também filhos de mãe Delaide e padrinho Chico Grosso a Conceição, a Bidô e a Edite todos de nossa convivência na Fazenda.

Essas reminiscências de fatos, de passagens e pessoal da Fazenda não deixam de ficar cravadas na nossa consciência, no nosso corpo, na nossa alma e no nosso espírito. E, talvez, mais que tudo isso, no nosso dia a dia, embora passados tanto tempo. São fatos, atos e passagens pretéritos.

Estas muitas memórias da Fazenda Monte Alegre serão lidas por centenas de pessoas, de vários Estados; e terão em Batalha os seus leitores mais numerosos, conquanto é o local mais populoso do cenário onde acontece toda a trama do livro.

Ademais, estas memórias, certamente serão as únicas de um livro, de filho de Batalha, que descreve com amplitude histórica, mas sem paixão, porém, com muita emoção, as histórias, as passagens, os atos, os fatos, as ocorrências, os registros políticos de cidadãos, sem caracterizar e/ou moldar intimidades e intrigas intercorrentes entre mulheres e homens, que só aborrecem às famílias lançadas na cosmovisão.

O trecho e/ou cenário onde se desenrola toda a trama das memórias dispersas no tempo, é parcialmente conhecido de muitos dos que haverão de ler estas memórias; entretanto, isso não as desmerece.

Não faço, entretanto, memórias para leitura difícil. Elas estão cravadas na nossa história, por isso mesmo, mais fáceis de compreendê-las e entendêlas. Estou escrevendo um livro fácil para todos entenderem. É compreensível.

O compadre Gonçalo e sua esposa Maria Alice são de nosso tempo de infância. Crescemos juntos na adolescência. Outro amigo espetacular!

Compadre Gonçalo trabalhou muito tempo como auxiliar do compadre Cazuza. E com a saída de Cazuza, que deixou a Fazenda Monte Alegre, Gonçalo assumiu o pastorei do gado de Monte Alegre. Homem sério, honesto e muito trabalhador. Incansável na sua atividade. Não parava. Estava sempre executando alguma demanda e/ou tarefa. Também deixou de trabalhar na Fazenda Monte Alegre e foi morar na sua Fazenda Pé da Ladeira (?), onde criou gado, ovinos, caprinos, porcos, muita galinha. E os seus familiares continuam lá.

Fixou-se na Fazenda Pé da Ladeira onde montou uma vacaria, levando o leite para vender em Esperantina.

A saída de Compadre Cazuza e de Gonçalo da Fazenda Monte Alegre eram previsíveis e se materializariam a qualquer momento; Justamente porque o gado diminuiu muito e os dois virem reduzidos os seus ganhos e/ou rendas, pois as partilhas das crias eram muito pequenas, já que o gado diminuiu bastante.

O papai chegou a ferrar 250 bezerros na Fazenda, entretanto, com os invernos fracos e o período de estiagem muitos prolongados e os pastos poucos devido a falta de chuva, a produção de crias foi drasticamente reduzida, inviabilizando os trabalhos do compadre Cazuza e Gonçalo.

A redução dos rebanhos das Fazendas tradicionais era previsível pela ausência de sucessão, carência da mão de obra; modernização do setor agropecuário; melhoria na gestão e o êxodo dos trabalhadores do campo à cidade.

Portanto, diante dos fatores acima relatados, da repercussão e redução da quantidade do inverno etc., etc., os vaqueiros antigos, das grandes fazendas, como os do Monte Alegre, abandonaram os seus patrões e/ou grandes criadores; e Monte Alegre não seria diferente. E voltar àquelas atividades intensas do passado é impossível.

MAGNO PIRES é Diretor-geral do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí – IAE-PI, ExSecretário de Administração do Piauí e expresidente da Fundação CEPRO, advogado da União (aposentado), professor, jornalista e ex-advogado da Cia. Antáctica Paulista (hoje AMBEV) por 32 anos consecutivos.






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