Para a escuridão, a luz
Finda-se 2025. Num ritual que se repete a cada 365 dias, depositamos nossa esperança no vindouro 2026. Os desafios coletivos postos — crises globais, inovação, ética e responsabilidade social — e a humanidade segue buscando soluções com a mesma forma de pensar de que foram criados. Certamente, a lógica que gerou a crise difere da lógica para as soluções. Necessitamos de mudanças estruturais e transformação social, mudança de mentalidade.
O desenvolvimento e a construção de liberdades passam pelo conhecimento científico que, se utilizado com desvios de finalidade e éticos, implicarão sérios impactos humanos e ambientais.
Soluções superficiais que ignoram causas profundas são ilusórias. Faz-se necessário evitar o foco somente no cartesianismo, eficiência e crescimento econômico, incorporando às decisões responsabilidade social, ambiental e educacional.
O conhecimento tem como finalidade desenvolver pessoas e aumentar a autoconsciência, criando uma visão sistêmica, com promoção de uma educação valorosa à reflexão, que possa rever prioridades e interesses envolvidos na tomada de decisão, questionar modelos econômicos e ampliar o olhar sobre a responsabilidade social e ambiental ao planejar inovações. Assim, conhecemos para avançar e mensuramos para saber se avançamos.
Na dança das mudanças, a autocrítica é fundamental: para a escuridão, a luz.
Benjamim Pessoa Vale, janeiro/2026
Médico, empreendedor social e doutor honoris causa – UFPI


