• Teresina, 10/08/2022
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A Eleição Presidencial de 22

Com a eleição é possível construir-se e emoldurar-se o regime democrático


A Eleição Presidencial de 22

Em um País de interesses individuais, coletivos e difusos, expressivamente evidentes e expostos no complexo social, fica dificílimo discutir as eleições presidenciais, com a isenção pessoal necessária. Justamente porque esses ditos interesses, que são fortes e emotivos, impõem uma conduta efetiva de adesão ao evento para que e/ou a fim de que o agente social não seja prejudicado nas suas demandas sociais. Ele age para preservar os seus objetivos no contexto social.

Então, a participação política, é uma condição precípua do cidadão defender os seus direitos e manter e/ou preservar os seus negócios e atividades na sociedade.

E, não sendo o evento eleitoral, uma ação apenas material, objetiva, mas também subjetiva, emocionalizada, o agente social terá que se contorcer para alcançar os objetivos a que se propôs, defendendo ardorosamente a facção política que mais parece e/ou coincide com as suas atividades.

É aquela história de que todo homem é um ser político; Ou desenvolve uma função política social, tangido objetivamente pelos interesses sociais e econômicos que tem na manutenção de status social que preserve o seu patrimônio na disputa política. Todos, entretanto, defendem as suas demandas na contextualização da eleição.

Evidentemente que os agentes que são indiferentes ao evento eleitoral, não prosperam na sociedade e ainda causam um enorme prejuízo à eleição porque sua participação, como agente econômico, é esperada.

E, se todos se tornarem indiferentes à eleição e ao evento eleitoral, a democracia será automaticamente sacrificada, porquanto a eleição é um dos fundamentos primordiais da democracia.

Democracia, Justiça, direitos individuais, coletivos e difusos são partes de um corpo único que têm na representação popular, com a eleição, sua materialização formal, com o conteúdo acima nominado.

A eleição é um evento material, objetivo, que consubstancia e consolida a democracia representativa, assegurando a liberdade para todos os que acreditam na eleição.

Sem a participação popular de todo o complexo social, através do evento eleitoral e/ou da eleição, ficará difícil manter-se consolidada a democracia, consequentemente os nossos direitos, nossa liberdade, a livre expressão de falar e criticar, o direito constitucional de ir e vir...

Exclusivamente, apenas, com a eleição é possível construir-se e emoldurar-se o regime democrático, institucionalizando as regras fundamentais, que empoderam popularmente a democracia representativa.

Por conseguinte, esta eleição de 22, já popularizada e polarizada, com dois postulantes, será o evento eleitoral mais relevante de todos quantos realizados no Brasil. E envolvendo todos os segmentos sociais, econômicos e culturais de nosso complexo social, por conta do perfil dos candidatos, especialmente do conteúdo ideológico defendido pelos dois concorrentes.

Magno Pires – Vice-presidente da Academia Piauiense de Letras, Diretor-Geral do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí/IAEPI; Ex-secretário de Administração do Piauí; Ex-Presidente da Fundação CEPRO; Advogado da União (aposentado); Ex-Advogado da Cia. Antarctica Paulista, atual AMBEV, por 32 anos; professor e jornalista

     

  

 





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