Lula X Flávio : Alguém para falar com elas
O voto feminino vai definir a disputa eleitoral. Essa é uma verdade confirmada pelos números. E a dificuldade das campanhas eleitorais em conversar com mulheres também é um fato matematicamente comprovado.
Cada uma das maiores campanhas está tentando resolver o problema, mas, nesse quesito, a candidatura da direita saiu na frente e saiu melhor.
Daniela Marques, cotada como ministra da Economia de um governo da direita, tem sido figura frequente na tela de quem se interessa pelos temas do universo feminino — mulher não se interessa só por estética — e também na campanha do candidato de oposição.
Aparece falando com grandes empresários, dizendo que o Brasil vai imitar a Argentina, mas também aparece no supermercado, falando de empreendedorismo feminino, mesmo não sendo candidata.
Quem está cumprindo esse papel na campanha do candidato à reeleição, e já faz bastante tempo? O personagem central tem sido a primeira-dama, tanto no online quanto no offline. Algo que claramente não tem funcionado como deveria.
A dúvida é: por que ativos tão fortes como Benedita da Silva são negligenciados pela comunicação de um candidato que precisa dialogar com a mulher periférica, religiosa e até mesmo com outros públicos de mulheres e fica presa numa primeira-dama hypada?






