2030, Vice e Senado, PT na encruzilhada
Uma das alternativas apontadas pelo senador Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social, na reunião da cúpula petista para debater a formação da chapa e resolver o imbróglio que envolve a vaga de vice, na chapa que busca a reeleição do governador Rafael Fonteles (PT), foi a troca dos nomes de Washington Bandeira e o deputado federal Júlio César (PSD). O ex-secretário de Educação como candidato ao Senado e o deputado Júlio César ocupando a vaga de vice.
E os argumentos do ministro foram fortes.
O três vezes governador e duas vezes senador defende que: assim o PT do Piauí se manteria fiel ao projeto nacional de eleger o maior número de senadores do partido ou de extrema fidelidade ao presidente Lula.
Desarmar a animosidade da base que nunca ficou coesa em torno do nome de Júlio César para o Senado e esvaziar o argumento de que com a eleição de Júlio César, Jussara Limma como suplente de Wellington, Georgiano Neto para Câmara Federal e Julinho na Assembleia, o grupo familiar seria o mais poderoso do Piauí.
Fortes, fato, mas não convenceram o governador Rafael Fonteles, que segue defendendo o nome do ex-secretário Washington Bandeira para a vaga de vice.
Projeto nacional x Projeto Piauí
Além de fortes, os argumentos do ministro dão a ele a defesa contra a crítica de que ele vem mesmo é lutando nome do seu filho, o médico Vinícius Dias para ocupar a vaga de vice.
Por outro lado, em se optando pela proposta de W.Dias o projeto nacional do PT se sobrepõe ao projeto estadual já que o MDB, através do nome de Themístocles Filho, foi sacado da chapa majoritária por conta do risco 2030, quando existe a possibilidade de afastamento do governador Rafael Fonteles (caso seja reeleito) para disputar vaga no Senado. Nessa hipótese, segundo um deputado federal petista que me cantou a pedra atirada na reunião de ontem há muito tempo, a conta inclui fatores como idade e cenário nacional para neutralizar qualquer possibilidade de que ocorra o drama do passado apelidado entre petistas de “fator W. M” (fator Wilson Martins) do qual Rafael Fonteles quer proteger sua gestão.
E por fim uma nova reunião foi marcada para debater o assunto.


