Saúde mental dos jovens: psicóloga alerta para o impacto de pressões sociais e familiares

Dados do IBGE revelam altos índices de adolescentes que afirmam que a vida "não vale a pena ser vivida"


Saúde mental dos jovens: psicóloga alerta para o impacto de pressões sociais e familiares Talídyna Moreira, psicóloga - Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário

O Programa Entrevista desta quinta-feira (30) recebeu a psicóloga e especialista em saúde mental e comportamento suicida, Talídyna Moreira, que falou sobre a percepção de jovens que afirmam que a vida não vale a pena ser vivida, de acordo com dados do IBGE. O bate-papo foi realizado no Espaço Senses, no Gran Hotel, parceiro do portal Teresina Diário, com mediação do jornalista Bruno Paz.

Assista a entrevista completa abaixo.

De acordo com dados da pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18,5% dos jovens entre 13 e 17 anos afirmaram que a vida "não vale a pena ser vivida". Além disso, 32% dos adolescentes dizem que utilizam a autolesão para conseguir lidar com suas emoções, o que acende um alerta para a saúde mental dessa faixa etária.

A psicóloga explica que os altos números de sofrimento psíquico entre jovens não devem ser vistos como um problema individual, mas como resultado de pressões sociais cada vez mais intensas.

"A gente tem que pensar que é um problema que não é individual. Hoje, a gente vive numa sociedade que tem um imperativo da produtividade, um imperativo da felicidade, onde, se você não consegue se ajustar, parece que você é falho, que você não é capaz", afirma.

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Ainda conforme o levantamento, as meninas apresentam índices maiores quando comparadas aos meninos. Entre elas, o percentual chega a 41%, enquanto entre os meninos é de 16,7% o número dos que afirmam que a vida não faz mais sentido.

A psicóloga aponta que as diferenças no impacto sobre a saúde mental de meninas e meninos estão diretamente ligadas a fatores sociais, como o machismo.

"Ainda vivemos em uma sociedade machista, onde as meninas sofrem desde cedo com expectativas muito rígidas e, com as redes sociais, essas comparações ficam muito mais intensas, afetando diretamente a autoimagem e a saúde mental. Meninas relatam sofrer mais bullying, insatisfação com o corpo e comportamentos de autolesão", destacou.

A especialista também chama a atenção para o uso das redes sociais, onde o ambiente digital amplia comparações e cria padrões difíceis de alcançar, especialmente durante a adolescência.

Talídyna Moreira explica que o tratamento para minimizar os impactos na saúde mental deve ser iniciado em casa e ressalta a importância dos pais no acolhimento e na escuta.

"Os pais e responsáveis devem observar mudanças de comportamento, escutar esse jovem, validar o que ele sente e procurar serviços de saúde, porque hoje já existem redes de apoio com psicólogos, psiquiatras e atendimento na rede pública e privada", finaliza.

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