MPE e TCE apuram uso de empresas laranjas para operar emendas
O Ministério Público e o Tribunal de Contas estão atuando em conjunto para apurar as denúncias dos usos das emendas parlamentares para a realização de contratação de bandas e festas. Segundo a investigação, alguns parlamentares têm a produtora que organiza a festa, aluga palcos, som, luz, e agiliza a festa. E o dinheiro da emenda paga a produtora dele mesmo, que, de acordo com os auditores, estaria em nome de laranjas. A emenda termina sendo dividida entre o parlamentar e o prefeito. E outra apuração se dá sobre o pagamento de cabos eleitorais por meio de apoio político-eleitoral de pré-candidatos. O pagamento seria em torno de R$ 2 mil por mês, sendo o pagamento feito semanalmente. A investigação é sobre o abuso de poder econômico e político nas eleições. Os promotores foram instruídos pelo procurador regional eleitoral para estarem de olho em abusos ou irregularidades no período de pré-campanha e eleitoral.
Dinheiro no exterior
A defesa do DF Group, advogado Djalma Filho, revelou que o passivo da empresa com os clientes que investiram no grupo soma mais de R$ 355 milhões e que o empresário Douglas Fonseca teria entre seis e sete vezes esses valores fora do país que poderão ser utilizados para ressarcir os prejuízos dos clientes do grupo. A empresa possui mais de 5.700 clientes e são mais de 12 mil contratos firmados com a DF Group.
Venda de prosperidade
Alguns pastores evangélicos funcionavam como intermediários para a aquisição de clientes para investimentos financeiros no DF Group. Eles recebiam comissão para convencer os fiéis a investirem. Era usada a teologia da prosperidade para potencializar o patrimônio.
Cadastro
O jurídico do DF Group sugeriu que os clientes que registraram boletim de ocorrência deverão ser os últimos a receberem ressarcimento. O DF Group vai fazer um cadastramento para os clientes que reivindicam os investimentos feitos através do Douglas Fonseca, que prestou depoimento de quase 3 horas num inquérito que já tem cinco volumes.
Aposta errada
Tem advogado, promotor, político com mandato e delegado com dinheiro no DF Group. Douglas Fonseca usava o dinheiro para investimentos em ouro e dólar. Mas há informações de perdas financeiras nos investimentos ao tentar multiplicar os valores.
Bloqueio de contas
O investidor Chico Trader se apresentou à Polícia e ficou preso. No depoimento, Chico disse que já perdeu todo o dinheiro dos clientes. Um prejuízo calculado em quase R$ 600 milhões. Inicialmente foram contabilizados 350 clientes da empresa Xtreme Investimentos. Chico Trade estava na lista da Interpol como foragido.
Bomba baixa
O coordenador do IMEPI, Oliveira Neto, informou que os postos acusados de fraudes na quantidade e na qualidade dos combustíveis foram lacrados por um período mínimo de dez dias e foi arbitrada a fiança de R$ 162 mil para que os proprietários e gerentes dos postos reincidentes não sejam presos. Os valores devem ser depositados em juízo.
Reincidências
Alguns dos postos têm mais de quatro reincidências na prática de bomba baixa e adulteração de combustível. O Procon-PI aplicou multa de R$ 1,5 milhão e poderão perder a concessão cassando o alvará de funcionamento. Há sanções distintas do IMEPI e do Procon-PI e agora com a presença da polícia que passou dois meses investigando o sistema de funcionamento dos postos, segundo informou o coordenador do Procon-PI, Arimatéia de Arêa Leão.
VOZ DO PODER
A Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) solicitou a prisão preventiva do prefeito de Pio IX, Silas Noronha, ao Tribunal de Justiça. Ele é acusado de exploração sexual de crianças e adolescentes, de prostituição infanto-juvenil. O prefeito ainda responde a processos de cassação de mandato. Agora, Silas Noronha também é acusado de peculato e desviar dinheiro em contratos públicos num valor apurado até aqui em R$ 5,3 milhões.





