Projeto estruturante para o Poço Fundo ou Redondo no leito do rio Longá em Batalha
O Poço Fundo ou Redondo como é historicamente conhecido ou denominado fica encravado no leito do Rio Longá entre os municípios de Batalha e Esperantina, com profundidade estimada empiricamente de 300 metros, largura de 300 e comprimento de 237 metros; sendo, portanto, o poço mais profundo no leito de um rio no Piauí, no Nordeste, no Brasil e talvez no planeta. E deverá ser o ponto turístico mais visitado pelos turistas que visitarem o Estado do Piauí. Ele não irá competir com a Cachoeira do Urubu. Também localizada entre Batalha e Esperantina mas será uma alternativa viável, empoderada ou complementar à Cachoeira de Urubu. Especialmente em uma enorme região com 629 Km2 e com pouca infraestrutura de estrada e outros equipamentos públicos municipal e quase nenhuma estadual e nenhum do Governo Federal. Nesta grandiosa área, repita-se, com 629 Km2, tem apenas energia elétrica de péssima qualidade e dois poços perfurados pelo ex-Instituto de Saneamento Básico atual Secretaria de Saneamento Básico
Embora, nesta mesma enorme área de 629 km2, está implantada uma granja para criatório de pinto com 70 mil animais, 17 galpões e toda a infraestrutura física e social necessária ao seu funcionamento. Tem 35 casas para funcionários do projeto aviário e emprega 35 pessoas direta e indiretamente e muito mais que muitos projetos agrícolas da região dos Cerrados, entretanto, sem as estradas construídas pelo governo estadual e a grandiosa parceria da Transcerrados e a ferrovia transnordestina que vai interligar o Piauí ao Ceará e a Pernambuco.
Ademais, nesta área de 629 Km2 tem dois assentamentos: Chapada do Urubu e Cantão, com aproximadamente 140 residências e 700 pessoas residentes, além de inúmeras comunidades, inclusive a da Curva, em Batalha, que é um centro urbano de Batalha, ao lado de Esperantina, separado apenas pelo Rio Longá, e carece de água potável suficiente, calçamento e outros equipamentos públicos.
Esta área de 629 Km2, encravada no município de Batalha e entre Barras e Esperantina, notabiliza-se, primeiramente, pela falta de infraestrutura de estradas e pontes e pela forte criação de gado, ovinos, caprinos e suínos e o plantio de arroz de sequeiro, milho e feijão, porém, a falta das estradas e da ponte sobre o Rio Longá e também as fortes chuvas de janeiro a junho alagam, durante 6 meses a região, impossibilitando o transporte da produção porque faltam, repita-se, as estradas. Habitam nesses 629 Km2 aproximadamente 40 mil pessoas, sendo maioria de pessoas carentes que dependem de subsídio do bolsa família e aposentados porque as condições desfavoráveis socialmente da região impedem qualquer outra alternativa de bem-estar ou iniciativa econômica aos 40 mil habitantes da região.
Por isso, que a construção da Ponte sobre o Rio Longá e das estradas facilitarão enormemente a vida dessas pessoas porque o projeto Cantão criará novas oportunidades de investimentos e vai gerar também emprego e renda às 40 mil pessoas que trabalham, habitam, moram e/ou residem nesses 629 Km2, com rara infraestrutura e, portanto, pouca expectativa de melhoria de vida. E sem esse apoio do governo a tendência é de agravar o drama social, econômico e cultural desses 40 mil piauienses. Mas será um projeto de construção de longo prazo devido ao volume de investimento.
Magno Pires é membro da Academia Piauiense de Letras-APL, advogado da União (aposentado), Ex-Secretário de Administração do Piauí e ex-presidente da Fundação CEPRO, professor, jornalista e ex-advogado da Cia. Antárctica Paulista (hoje AMBEV) por 32 anos consecutivos, atual Secretário de Estado do Saneamento Básico – SESB





