Congresso em colisão com opinião pública outra vez

Paulo Pinto/Agência Brasil
Congresso em colisão com opinião pública outra vez


O Congresso vai começar o ano legislativo na contramão do que prioriza a população. Depois do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, a defesa da Anistia vem na pauta a partir de fevereiro. Deputados e senadores estão na contramão do que prioriza o povo, diz pesquisa AtlasIntel/Bloomberg de dezembro onde 63,3% dos entrevistados responderam ser contra o PL da Dosimetria e apenas 34% a favor.  O projeto foi aprovado com margem confortável nas duas Casas: 291 votos na Câmara e 48 no Senado, números que, em tese, já superam o quórum necessário para derrubar o veto (257 deputados e 41 senadores). O mesmo deve ocorrer na derrubada do veto.

Pode virar anistia
O senador Esperidião Amin (PP-SC), que protocolou projeto para anistiar os condenados por atos antidemocráticos, após o veto integral, afirmou que a proposta já conta com o apoio de 50 senadores. O PL da Dosimetria foi apresentado em março de 2023 e previa conceder anistia aos participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e o dia de entrada em vigor desta Lei, e dá outras providências. Após muitas polêmicas, entre elas a de que o projeto se aprovado como apresentado poderia favorecer até mesmo estupradores, a proposta sofreu alterações ao longo do debate e foi aprovada no final do ano passado. 

DNA Republicano
Um detalhe sobre o PL 2162/2023 - que ficou conhecido como PL da Dosimetria é que  inicialmente a proposta foi assinada por 31 parlamentares, dos quais apenas 4 são filiados ao PL e 27 são filiados ao Republicanos, partido do presidente da Câmara Hugo Motta.  São do PL Sóstenes Cavalcante, Domingos Sávio, Adilson Barroso e Coronel Meira.  Do Republicanos se colocam como autores Marcelo Crivella, Jorge Braz, Franciane Bayer, Murilo Galdino, Milton Vieira, Márcio Marinho, Rogéria Santos, Carlos Gomes, Alexandre Guimarães, Amaro Neto, Tenente Coronel Zucco, Roberto Duarte, Defensor Stélio Dener, Aluisio Mendes, Lafayette de Andrada, Wilson Santiago, Luis Carlos Gomes, Gustinho Ribeiro, Messias Donato, Alex Santana, Vinicius Carvalho, Diego Garcia, Gilberto Abramo, Antonio Andrade, Maria Rosas, Fred Linhares, Gabriel Mota. 



O xadrez de Donald Trump
Como construir um governo democrático em um país onde os militares dominam as estruturas de poder sem desgastar ainda mais o capital político pegando em armas? Como gerar confiança no mercado mantendo uma estrutura de poder que já o atacou e expropriou o mercado antes?  Como investir e explorar recurso natural em um país sem nenhuma estrutura, disputando com a China numa corrida contra o tempo? Se conseguir dominará 20% do petróleo do mundo. Mas os dramas do “estrategista” Donald Trump em relação à Venezuela e a retomada do poder norte-americano na geopolítica estão só começando. 


Parece que o momento de provar que é mesmo muito esperto chegou para Donald Trump. Impedido de causar mais instabilidade usando o poderio militar do seu país e necessitando explorar as reservas de petróleo venezuelanas tendo retorno econômico o mais rápido possível, Trump tem pela frente o desafio que pode ser o divisor de águas na disputa pelo domínio da economia global entre EUA e China. 

Trump arrisca ter dominado o país que é rota crucial para o comércio global, interesse das demais potências mundiais, China e Rússia, possui as maiores reservas de petróleo do mundo e ainda assim não levar a vantagem esperada

Segundo o Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios, a China deve desbancar os Estados Unidos como a maior economia do mundo em 2028, cinco anos antes do que o previsto. E em meio a tudo isso ele ainda terá que lidar com um processo eleitoral sucessório já que não poderá se candidatar à reeleição.  






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