Dia do Piauí: Arnaldo Albuquerque marcou a história do cinema e da arte piauiense
Cineasta, cartunista e fotógrafo, artista foi pioneiro da contracultura em Teresina; acervo recuperado ajuda a preservar seu legado
Arnaldo Albuquerque, artista piauiense - Foto:Reprodução O Dia do Piauí, celebrado nesta segunda-feira (19), é uma oportunidade para lembrar nomes que contribuíram para a identidade cultural do estado. Entre eles está Arnaldo Albuquerque, artista teresinense que se destacou no cinema experimental, nos quadrinhos, na fotografia e nas artes visuais.
Veja a entrevista abaixo.
A partir da década de 1970, Arnaldo participou do movimento de produção de filmes em Super-8 e colaborou com obras ligadas ao cineasta Torquato Neto. Também desenvolveu trabalhos como cartunista e ajudou a abrir espaço para novas formas de expressão artística no Piauí.
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Fabrício Castro, produtor cultural - Foto: Bruno Paz/Teresina Diário
“Arnaldo foi um pioneiro em quase tudo aqui no Piauí. Ele foi um dos cameramen dos filmes do Torquato Neto, participou do movimento do Super-8 e se preocupava muito com o patrimônio cultural de Teresina”, destaca o produtor cultural Fabrício Castro.
Acervo recupera memória do artista
Parte dessa história voltou a ganhar visibilidade com o resgate e a digitalização de materiais que corriam o risco de ser perdidos. O trabalho é conduzido pelo curador Bruno Baker, em parceria com Fabrício Castro, e busca ampliar o acesso à produção do artista, que morreu em 2015.
Bruno Baker, curador do acervo de Arnaldo Albuquerque - Foto: Bruno Paz/Teresina Diário
“É um importante acervo para a contracultura de Teresina. Era um material que iria ser destruído com o tempo. Consegui resgatá-lo e, ao longo do tempo, juntamente com o Fabrício, conseguimos dar um novo sentido a essa história”, relata Bruno Baker.
Entre os trabalhos recuperados estão animações como Carcará: Pega, Mata e Come, Vã-Pirações e Mergulho. Parte das produções está disponível no YouTube, permitindo que novos públicos conheçam a obra do artista.
Para Fabrício, preservar essa memória também significa reconhecer outros nomes fundamentais para a cultura piauiense. “Piauí também não é só Torquato Neto. É também Arnaldo Albuquerque e tantos outros que ainda precisam ser descobertos”, afirma.
Revistas, quadrinhos e outros arquivos que retratam o trabalho de Arnaldo Albuquerque - Foto: Bruno Paz/Teresina Diário
A trajetória de Arnaldo representa uma parte importante da história cultural do estado. Ao recuperar e divulgar suas obras, os produtores culturais buscam manter vivo o legado de um artista que explorou diferentes linguagens e ajudou a ampliar os horizontes da arte produzida no Piauí.
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