Enchente provocada por avalanche deixa centenas de mortos e mais de mil desaparecidos no Nepal e China
Equipes de resgate procuram sobreviventes em áreas destruídas; autoridades alertam para risco de novo transbordamento de rio no Nepal
Foto: Reuters Equipes de resgate continuavam nesta quinta-feira (27), as buscas por sobreviventes em vales e encostas cobertos por destroços no Nepal. Mais de mil pessoas ainda estavam desaparecidas no país e na vizinha China após uma avalanche de gelo, lama e rochas atingir um rio de montanha e provocar uma forte inundação.
As autoridades nepalesas mobilizaram helicópteros para procurar vítimas e levar alimentos e outros suprimentos a milhares de pessoas que ficaram isoladas em cidades e vales. O desastre aconteceu nessa quarta-feira (26) em uma rota movimentada por turistas, excursionistas e peregrinos que liga Katmandu, capital do Nepal, a Lhasa, no Tibete.
Segundo a polícia do Nepal, 359 pessoas morreram. Parte dos corpos foi levada pela força da água até áreas mais baixas e estava sendo recuperada pelas equipes de resgate.
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Além das buscas, as autoridades alertaram para o risco de uma nova inundação no rio Bhotekoshi. Imagens de satélite e análises iniciais indicaram que o rio foi bloqueado pelos destroços, formando um lago que continua subindo de nível. Existe o risco de que a água transborde, e moradores e equipes de resgate que estão em áreas mais baixas foram orientados a procurar locais seguros.
O ministro do Interior do Nepal, Sudhan Gurung, afirmou que a prioridade continua sendo encontrar sobreviventes. Segundo ele, 100 turistas indianos, a maioria peregrinos, e 25 trabalhadores chineses que estavam desaparecidos foram localizados na região de Trishuli, uma das áreas mais atingidas.
Ainda não há um número definitivo de nepaleses desaparecidos. Entre os estrangeiros, cerca de 550 pessoas continuam sem localização.

No Tibete, o número de desaparecidos no condado de Gyirong chegou a 558, segundo a emissora estatal chinesa CCTV. Desse total, 260 são estrangeiros. A China informou que três pessoas morreram.
A Cruz Vermelha afirmou que aldeias inteiras foram destruídas e que estradas e pontes ficaram danificadas, dificultando o acesso às comunidades atingidas. A organização destacou que a dimensão total do desastre ainda não foi completamente identificada.
Entre os sobreviventes está Keshav Prasad Baral, de 68 anos, que recebeu atendimento em um hospital no Nepal. Ele contou que viu uma grande quantidade de lama avançando em direção à sua casa.
Baral tentou levar a esposa para um local mais alto, mas ela acabou sendo arrastada pela lama. Quatro horas depois, ele foi retirado da região de helicóptero. A mulher continua desaparecida.
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Fonte: Reuters





