Investigação confirma que “Pagode do Chico” nunca investiu na Bolsa com dinheiro das vítimas

A própria Bolsa de Valores do Brasil confirmou suspeitas da investigação sobre o esquema


 Investigação confirma que “Pagode do Chico” nunca investiu na Bolsa com dinheiro das vítimas Francisco das Chagas está preso - Foto: Reprodução

O delegado Luciano Alcântara, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos, disse nesta quarta-feira (26), que a investigação contra Francisco das Chagas Chaves da Silva, conhecido como “Pagode do Chico”, confirmou que ele nunca realizou operações na Bolsa de Valores com o dinheiro das vítimas.

Segundo o delegado, a investigação financeira já apontava inconsistências nos supostos rendimentos pagos aos investidores. A confirmação veio após a Bolsa de Valores responder aos questionamentos feitos pela polícia.

“Para confirmar aquilo que nós já tínhamos visto na investigação financeira, a Bolsa de Valores disse que ele não operava, não operou a Bolsa de Valores, ou seja, ele não negociou nenhuma ação utilizando a modalidade de trader durante o período em que ele estava na Extreme Trade”, afirmou Luciano Alcântara.

O delegado também afirmou que o esquema teria sido planejado desde o início e que a empresa Extreme Trade funcionava como fachada para dar credibilidade ao golpe.

“Nós chegamos à conclusão de que o golpe foi orquestrado, premeditado desde o início, quando ele montou uma empresa, uma empresa de fachada, com o registro na Junta Comercial para que as vítimas acreditassem naquela empresa pela credibilidade. Porém, ele ali era só uma fachada para que ele pudesse receber esses valores e, ao final, aplicar o golpe”, explicou.

Luciano Alcântara, delegado titular do Departamento de Repressão aos Crimea Cibernéticos - Foto: Bruno Paz/Teresina Diário 

Ainda segundo Luciano, parte dos valores recebidos das vítimas era retirada para a conta pessoal de Francisco e outra parcela enviada para uma corretora.

“A dinâmica que nós verificamos durante a investigação é o fluxo do dinheiro. A investigação financeira nos deu essa visão bem clara. Ele utilizava a empresa de fachada, que era a Extreme Trade, para receber valores de vítimas. Esses valores que a Extreme recebia das vítimas, parte desses valores o Francisco retirava para a conta pessoal dele”, afirmou.

O inquérito foi concluído com o indiciamento de Francisco das Chagas e de outras pessoas investigadas. Um dos envolvidos ainda está foragido e é procurado pela Interpol.





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