Prazo para doar sangue após tatuagem e procedimentos estéticos muda; veja as novidades
Nova regra reduz o tempo de espera para até sete dias em procedimentos realizados em locais com alvará sanitário regularizado
Prazo para doar sangue após tatuagem e procedimentos estéticos muda; veja as novidades - Foto: Bruno Paz/Teresina Diário O programa Entrevista recebeu nesta quinta-feira (20), a gerente técnica do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), Karina Nava, que falou sobre as novas regras para os procedimentos hemoterápicos no Brasil.
Assista a entrevista completa abaixo.
A portaria, publicada pelo Ministério da Saúde em julho deste ano, atualiza os critérios para a doação de sangue e estabelece mudanças nos períodos de espera para pessoas que realizaram tatuagens, procedimentos estéticos, exames e outros procedimentos. A nova regulamentação entra em vigor no dia 30 de setembro de 2026.
A atualização das regras busca ampliar o número de pessoas aptas a doar sangue e facilitar o acesso à doação, sem comprometer a segurança transfusional.
Karina Nava, gerente técnica do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) - Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário.
“As novas atualizações trazem muitas mudanças positivas, porque a gente vinha perdendo muitos doadores, e as mudanças acontecem para facilitar o processo de doação”, afirma Karina.
Entre as mudanças, está a redução do período de espera para alguns procedimentos antes da doação de sangue. No caso de tatuagens e procedimentos estéticos, como botox, microagulhamento, tatuagem definitiva e preenchimentos, o prazo passa a ser de quatro meses. Quando o procedimento é realizado em estabelecimento com alvará sanitário regularizado, esse período pode ser reduzido para sete dias, conforme avaliação durante a triagem.
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“Com as mudanças, a gente espera que, a partir de setembro, com os 90 dias que temos para nos adaptar às novas regras, realizar o treinamento das equipes e fazer os preparativos necessários, novos doadores apareçam e aumente também o número de doadores que retornam, fortalecendo a fidelização”, explica.
Apesar das mudanças, a avaliação dos candidatos à doação continua sendo feita de forma individualizada. Todos os doadores passam por entrevista, avaliação clínica e exames laboratoriais antes da coleta, para verificar se estão aptos a doar naquele momento.
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