Teresina reforça ações contra dengue após registro do sorotipo 3

Segundo a Fundação Municipal de Saúde, presença do vírus que não circulava há 18 anos pode aumentar número de casos e exige maior vigilância


Teresina reforça ações contra dengue após registro do sorotipo 3 FMS faz o uso de Ovitrampas para monitorar proliferação do Aedes Aegypti, transmissor da dengue - Foto: Sesapi

Após Teresina registrar um caso de dengue tipo 3, vírus que não circulava no Brasil há 18 anos, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) reforçou as ações de prevenção e combate à doença. Lina Vera, chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses de Teresina, participou do Programa Entrevista desta quinta-feira (16) e explicou o trabalho realizado pela pasta. O bate-papo, mediado pela jornalista Lívia Barradas, foi realizado no espaço Senses, do Gran Hotel Arrey.

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Veja a entrevista completa abaixo.

A dengue tipo 3 é um dos sorotipos mais perigosos e pode potencializar formas graves da doença. “Aqui em Teresina nós estamos com os três sorotipos circulando e, como o vírus tipo 3 já foi registrado, pode ser que mais pessoas sejam diagnosticadas, ou seja, pode ser que tenhamos um aumento de casos em função disso”, disse.

Diante desse alerta, as equipes de zoonoses da Fundação Municipal de Saúde estão intensificando o processo de fiscalização e conscientização da população da capital.

Segundo Lina Vera, desde 2025 a capital do Piauí vem adotando uma ferramenta disponibilizada pelo Ministério da Saúde para tentar barrar a proliferação do mosquito causador da doença: as chamadas ovitrampas, que são armadilhas de monitoramento.

Lina Vera, chefe do Núcleo de Controle de Zoonoses de Teresina - Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário 

“Essas armadilhas são colocadas pelos agentes de controle de endemias nas residências. Depois de uma semana, elas são retiradas e levadas para o laboratório, onde é feita a observação dos ovos que foram colocados pelo mosquito Aedes Aegypti”, explicou.

Ainda segundo a gestora, com base nos resultados, as áreas recebem classificação de risco: alta, média ou baixa. Essas informações contribuem diretamente para as ações de controle.

“A partir daí fazemos um pente-fino e passamos a fiscalizar toda aquela área onde a situação tende a ser pior. Visitamos todas as casas, fazendo inspeção ambiental para verificar se há presença de criadouros do vetor. Então fazemos a eliminação e identificação dos focos e o tratamento”, reforçou.

Sintomas da dengue

Os sintomas incluem febre alta acima de 39°C, dores de cabeça intensas, dor atrás dos olhos, fraqueza, dores nas articulações e manchas vermelhas pelo corpo, podendo durar de dois a sete dias. Diante da não melhora, é importante procurar ajuda médica imediata.

“Se estiver sentindo esses sintomas, procure uma Unidade Básica de Saúde para que seja feito o primeiro atendimento”, orientou.

A entrevista completa pode ser conferida na TV Teresina Diário, no YouTube.





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