Após estupro na Delegacia-Geral, Segurança Pública endurece regras para contratação de terceirizados
O secretário afirma que novos critérios incluem certidões negativas criminais e revisão dos protocolos internos
Antônio Luiz, secretário de Segurança Pública do Piauí - Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário O secretário de Segurança Pública do Piauí, Antônio Luiz, afirmou que a pasta vai adotar critérios mais rigorosos na contratação de pessoas que prestam serviços terceirizados. A declaração foi feita após o caso de estupro registrado dentro da sede da Delegacia-Geral, ocorrido na última semana em Teresina.
“A contratação agora vai acontecer com toda a checagem de antecedentes, incluindo duas certidões negativas criminais, para realmente diminuir o risco de ocorrer um problema futuro”, disse.
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Segundo o gestor, a ideia é aprimorar os protocolos internos para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer, especialmente dentro da própria instituição policial.
“Não temos apenas que ajudar a pessoa que é vítima, nós temos que investigar para prender o culpado com rigor, sem deixar nenhum detalhe faltar, para que a prisão seja efetiva e a violência devidamente comprovada. Vamos ter que fazer isso com muito cuidado para que ele permaneça preso por um longo período, porque estamos trabalhando com a responsabilidade e a referência do Piauí para o Brasil, e também precisamos ter cuidado com a contratação”, reforçou o gestor.
Relembre o caso
A Polícia Civil do Piauí investiga um caso de suspeita de violência sexual ocorrido dentro da sede da Delegacia Geral, em Teresina, na última quinta-feira (19). A vítima, uma mulher, foi encontrada desacordada nas dependências do prédio.
De acordo com as investigações, o principal suspeito é um homem que presta serviço terceirizado no local. Ele foi ouvido pelas autoridades e teve a prisão preventiva decretada. A identidade não foi divulgada. Em nota, a defesa técnica da vítima atualizou o estado de saúde e informou que a mulher permanece internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave e sem previsão de alta.
Ainda segundo a defesa, ela chegou a ficar entubada por cerca de três dias e apresenta sinais de confusão mental, além de episódios de pânico.
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