Médico alerta para prevenção do câncer de intestino durante campanha Março Azul
O coloproctologista Francisco Sousa, explica sintomas, fatores de risco e destaca a importância dos exames preventivos
Dr. Francisco José, coloproctogista - Foto: Willamy Marques/Teresina Diário O Programa Entrevista desta quinta-feira (12) recebeu o médico e cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista, Dr. Francisco Sousa, que falou sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de intestino. O bate-papo foi realizado no espaço Senses do Gran Hotel, parceiro do portal Teresina Diário, e mediado pelo jornalista Bruno Paz.
A campanha Março Azul tem como objetivo alertar e conscientizar a população sobre os cuidados e a prevenção do câncer colorretal. Segundo o especialista, a doença é uma das mais frequentes na população.
"O câncer colorretal é a segunda causa de câncer na população. Ele está muito relacionado principalmente à má alimentação e pode causar muitas sequelas, especialmente quando é diagnosticado tardiamente", explicou.
Assista a entrevista completa abaixo.
Durante a entrevista o especialista destacou que a doença pode ser silenciosa, o que exige ainda mais atenção por parte da população.
"Essa doença é traiçoeira. Muitas vezes não apresenta sintomas, ou apresenta sinais bem discretos. A população deve ficar atenta quanto à alteração do funcionamento intestinal, como constipação ou diarreia constante. Outro sintoma frequente é o sangramento durante a evacuação", afirmou.
O médico também ressaltou a importância da prevenção e explicou que, embora seja mais comum após certa idade, a doença pode atingir pessoas mais jovens.
"Estaticamente, essa doença é mais frequente em pessoas acima de 45 anos. Por isso, recomenda-se iniciar a prevenção do câncer colorretal nessa idade, mesmo sem o aparecimento dos sintomas. Mas o alerta também vale para pessoas mais jovens", disse.
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Francisco Sousa explicou ainda o processo de diagnóstico e tratamento da doença.
"O primeiro passo é a consulta médica, onde o especialista identifica os sintomas e indica os exames para chegar ao diagnóstico. Depois vem o estadiamento, que é um conjunto de exames para identificar o estágio da doença. A partir disso, é possível definir o tratamento mais adequado para o paciente", afirmou.
Ainda segundo o especialista, o histórico familiar também pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença.
"Além da alimentação, o histórico familiar é um fator identificável. Há um risco maior para quem possui parentes de primeiro grau diagnosticados com a doença, principalmente quando esse diagnóstico ocorre antes dos 60 anos", explicou.
Ao final da entrevista, o doutor reforçou a importância da prevenção e do acompanhamento médico.
"O câncer de intestino é uma doença séria, mas que possui prevenção e tratamento. Por isso, ao chegar aos 45 anos, é fundamental procurar um médico para iniciar a prevenção. Se tiver abaixo dessa idade, é importante adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação adequada, praticar atividades físicas, evitar o consumo excessivo de temperos em carnes, entre outros", finalizou.









