Novembro Azul: câncer de próstata é a doença mais comum entre os homens no Brasil
De acordo com o Inca, o Brasil se destaca com uma taxa de 74% de incidência da doença; Sesapi orienta para uma integralidade nos serviços de saúde para esse público
Luciana Sena é coordenadora de Saúde do Adulto e do Idoso da Sesapi. Fotos:Pedro Silva/Teresina Diário. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de próstata é uma das principais causas de morte dos homens brasileiros, correspondendo a 28,6%. Isso quer dizer que a cada 38 minutos um homem morre no país vítima dessa doença.
Para falar sobre esse assunto, o programa Entrevista recebeu a Luciana Sena, que é coordenadora de saúde do Adulto e do Idoso da Secretaria de Estado da Saúde (SESAPI). A discussão do tema foi realizada nesta quinta-feira (9) no espaço Senses do Gran Hotel Arrey, parceiro do portal Teresina Diário.
A projeção aponta 704 mil novos casos de câncer no Brasil, no Piauí os números podem chegar a 28 mil entre 2023 e 2025. Entre esses casos o câncer de próstata se destaca com uma taxa de incidência de 74,4% entre os diagnósticos masculinos.
A coordenadora Luciana Sena começa a entrevista falando sobre a integralidade dos serviços de saúde para o atendimento ao homem. Lembrou da importância do homem buscar os atendimentos de saúde para que haja o diagnóstico não só do câncer de próstata, mas também de outros problemas que podem atingir esse público.

"Embora o câncer de próstata seja um problema muito prevalente na população masculina, este ano o Ministério da Saúde lançou uma nota técnica que estimula o não rastreamento deste câncer na população masculina", disse a coordenadora.
Para entender o que esta nota técnica explica, a profissional disse que a recomendação é para que haja uma "integralidade do cuidado do homem", que inclui o diagnóstico precoce do câncer de próstata.
"A gente está abordando e orientando os municípios a fazerem essa integralidade do cuidado da saúde do homem, principalmente no acesso e acolhimento desse homem ao serviço de saúde. Porque culturalmente o homem costuma não ir ao serviço de saúde", explicou.
Veja quais são os sintomas, fatores de risco, prevenção e tratamento do câncer de próstata.
Sintomas:
Na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:
• dor óssea;
• dores ao urinar;
• vontade de urinar com frequência;
• presença de sangue na urina e/ou no sêmen.
Fatores de risco:
• histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;
• raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;
• obesidade.
Prevenção e tratamento:
A única forma de garantir a cura do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal.
A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

"É importante lembrar que a saúde do homem deve ser valorizada de novembro a novembro. E desde que o câncer de próstata seja diagnosticado precocemente, ele tem uma chance de cura muito alta, acima de 90%. Então é importante que ele se sensibilize e passe a cuidar da sua saúde", finalizou Luciana Sena.
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Fontes de pesquisa: Inca, SBU, Ministério da Saúde e Agência Brasil.





