Tempo de esperançar


Tempo de esperançar

Hoje um marco indelével na rota da medicina brasileira com a instrução da avaliação de conhecimentos, durante e no final da formação médica, reacende a esperança na formação de médicos competentes, humanos e conscientes de sua missão : cuidar de vidas. 

Assistimos anos afins a abertura indiscriminada de faculdades de medicina, com um olhar desviado da finalidade de uma profissão secular, enxergaram na medicina um negócio, um negócio perigoso para a saúde da sociedade , com visão econômica, sem humanismo, sem os princípios éticos e científicos que norteiam a caminhada dos discípulos de Hipócrates, onde muitas instituições, optaram por deformar, aos invés de formar, onde a mensalidade se sobrepôs ao conhecimento. Não buscaremos culpados e sim corrigir a formação e entregar a nossa saúde a profissionais com compaixão, conhecimento científico, ética e discernimento moral.

Observamos uma mudança de cultura onde a união dos poderes constituídos, órgãos de classe e a sociedade civil imbuídos dos mesmos sentimentos decidem ainda que tardiamente equacionar as variáveis visando a uma formação médica de qualidade . 

Aos futuros médicos o Marco hora instituído longe de dificultar a formação, lhe trará a esperança de uma solidez de conhecimentos e uma visão humanística da carreira que escolheram. As instituições que se propuseram a entregar a sociedade profissionais de qualidades, restam corrigir os possíveis desvios na trajetória, construam ou contratem hospitais para treinamento, ensinem aos estudantes a examinar pacientes, desenvolver um raciocínio clínico, formem médicos e deixem a decisão de tornar-se especialista após a formação. Que ensine aos discentes condutas que preservam vidas, uma tubagem orotraqueal, como executar uma cricotireoidectomia ou traqueostomia, drenagem de pneumotórax e reverter uma parada cardiorrespiratória, um mínimo que a sociedade exige de um profissional que ocupa o posto de médico em uma unidade de urgência e emergência.

É momento de esperançar, todos somos vencedores, pois somos componentes de uma mesma teia . Viva a Medicina! . 

Benjamim Pessoa Vale, médico, empreendedor social e doutor Honoris Causa / UFPI






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