Transporte coletivo : custo mensal caiu 44% em seis anos
Os dados são do do Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) que alé da redução de custos, que ocorreu por conta da redução da frota e da oferta de viagens, o documento ainda aponta o sistema de transporte coletivo da Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (RIDE GT) perdeu 71,4% dos passageiros entre 2015 e 2023, cenário que desencadeou impactos financeiros, operacionais e estruturais em toda a rede.
O relatório nacional revela queda histórica na demanda, frota envelhecida, infraestrutura degradada e aumento da dependência de subsídios públicos. O diagnóstico aponta problemas que vão desde terminais deteriorados e frota envelhecida até dificuldades de planejamento por falta de dados atualizados. O levantamento abrange principalmente Teresina e Timon.
Sistema perdeu passageiros e viu arrecadação despencar
Entre 2017 e 2024:
A arrecadação tarifária mensal caiu 22,74% em valores nominais;
Quando corrigida pela inflação, a redução chega a 46,21%;
O custo mensal do sistema passou de R$ 21,4 milhões para R$ 11,86 milhões;
A diminuição dos custos ocorreu principalmente pela redução da frota e da oferta de viagens.
Apesar da redução operacional, o sistema tornou-se mais dependente de recursos públicos para continuar funcionando.
Subsídio da prefeitura cresceu mais de cinco vezes
Para manter a tarifa pública em R$ 4,00, enquanto os custos reais da operação aumentavam, a participação do subsídio municipal teve crescimento significativo.
Em 2017 a participação do subsídio no custo total era de 11,24%, passando em 2024 para 56,87%. Em 2023, o subsídio anual pago pela Prefeitura de Teresina representou 1,13% da Receita Corrente Líquida do município.
Enquanto o planejamento e ou ações para minimizar a crise a população de Teresina sofre com a falta de um sistema de transporte coletivo e com sucessivas greves. Ano após ano, os trabalhadores do sistema questionam a reposição salarial da categoria realizado greve e o reajuste alcançado vem sendo repassado para a gestão municipal através do subsídio da Prefeitura Municipal.
Infraestrutura apresenta sinais de abandono
O relatório também identifica problemas físicos considerados críticos.
Entre os principais pontos observados estão:
Terminais de integração deteriorados;
Equipamentos depredados ou saqueados;
Necessidade de reformas estruturais amplas;
Estações dos corredores centrais em condições precárias.
Frota envelheceu quase o dobro em menos de dez anos
Outro dado preocupante envolve a idade dos veículos em circulação.
Em Teresina:
Em 2015: média de 5,5 anos;
Em 2024: média de 10 anos.
O envelhecimento da frota pode gerar impactos diretos no conforto, manutenção, eficiência operacional e qualidade do serviço prestado à população.
Acidentes de trânsito superam média nacional
Segundo o documento, a taxa de mortalidade por acidentes na RIDE Grande Teresina é de:
20 mortes por 100 mil habitantes.
Para comparação:
Média brasileira: 16,7 mortes por 100 mil habitantes;
Teresina isoladamente: 17 mortes por 100 mil habitantes.
O estudo destaca a necessidade de ações voltadas principalmente à redução de acidentes envolvendo motociclistas.
Estudo aponta caminhos para recuperar a mobilidade
Embora o relatório não apresente projetos executivos, algumas diretrizes são destacadas:
Reforma ampla de terminais e estações;
Expansão de sistemas de transporte de média e alta capacidade;
Coordenação entre governos federal, estadual e municipal;
Investimentos em segurança viária;
Atualização de pesquisas de mobilidade urbana.
Outro problema identificado é a ausência de dados recentes: a última Pesquisa Origem-Destino
completa da região foi realizada em 2007.
Sem informações atualizadas sobre deslocamentos da população, especialistas alertam que o planejamento futuro pode enfrentar limitações.






