O verde maio no roçado
Maio a terra já bebeu água das chuvas dos meses anteriores , o vento já enxuga o chão e sol a fulgurar e o reflexo encanta o olhar , é momento em que a paisagem atinge a maior exuberância, vestindo-se com todos os tons de verdade que a natureza consegue pintar.
O sertanejo e o roçado interagem , já passaram a plantação e a capina , espera-se a colheita , olhar deitado sobre a plantação, visualiza o milho alto , já a soltar o pendão , os “ cabelos louros” das bonecas e verde da palha em comunhão a permitir sonhos , o feijão no espaço entre a fileiras do milharal , com pequenas flores e vagem a surgir ,ramas a abraçar os “ pés “ de milho com flores a convidar abelhas a festejar.
Ramadas , flores e frutos ao chão , são as abóboras e maxixes , que já nos permite o iniciar da colheita.
De cima da porteira o sertanejo contempla todos os cantos , visualiza a plantação do arroz já de cacho a dobra-se e torna-se dourado pelo sol , sente o aroma já conhecido de anos anteriores e tem a certeza que o esforço não foi em vão.
Inicia a preparação do paiol , onde será depositado a colheita antes do transporte para casa , como proteção das chuvas que ainda caem , mas já temos milho , abóbora , maxixe e feijão, em casa alimentação e já vislumbra o festejo do padroeiro do mês seguinte, São João, milho cozido , assado , canjica.
Assim é maio no roçado , chuvas ainda caem , a colheita a iniciar -se, sonhos e esperanças a renovar-se e alegria de festejar mães , Marias e prepara-se para dançar quadrilhas pois junho é festejo e os preparativos já começaram.
Benjamim Pessoa Vale , maio / 2026
Médico , empreendedor social e Doutor Honoris causa -UFPI






