Agronegócio e hidrogênio verde viram vitrine bilionária do Piauí
Setores que estão no centro do debate global do desenvolvimento e da sustentabilidade são a vitrine de investimentos no Piauí. O dado está na Mensagem de Governo apresentada por Rafael Fonteles na abertura do ano legislativo. Segundo o documento, as duas áreas deverão injetar mais de R$ 132 bilhões na economia piauiense. Em 2025, o Piauí contabilizou R$ 30,2 bilhões dessa atração. No acumulado dos últimos 3 anos, ultrapassa R$ 132 bilhões.
Quase metade desse investimento, R$ 54 bilhões, ainda em fase de execução ou operação. Projetos que saíram das fases preliminares e aguardam licenciamento avançado, implantação física ou operação plena. O Complexo Industrial da Friato (Nutriza Nordeste), em Uruçuí e o Green Energy Park, projeto estruturante na área de hidrogênio verde e energias renováveis são as principais apostas.

A primeira grande onda da agroindústria no Brasil aconteceu entre 1980 e 1985. A consolidação só chegou entre 2000 e 2014 com a interiorização e ampliação das grandes tradings e processadoras no centro-oeste. Em 2010 que a região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia) se consolidou como uma nova frente agroindustrial grandes e investimentos passaram a ser feito. O salto da Agroindústria piauiense, projetado por Fonteles, está no forno há pelo menos 16 anos. No Piauí, gargalos como falta de estradas e de energia impediram avanços na necessária de verticalização do agronegócio.

No que diz respeito ao hidrogênio verde, a região Nordeste é apontada como epicentro global de produção, concentrando investimentos estimados em US$ 90 bilhões (aproximadamente R$ 522 bilhões) até 2030, [dados CNI]. O Ceará lidera com 27 projetos em desenvolvimento. Além do Piauí, Rio Grande do Norte e Bahia também estão se posicionando. Nos dois casos: agroindústria e hidrogênio verde, o desenvolvimento econômico do Piauí ainda tem um futuro em construção, passos importantes já foram dados.
Grandes saltos
Nenhuma economia forte foi construída sem a participação do Estado. Mas se a indústria sem chaminé [Turismo] ainda engatinha, se a nossa deficiência de água na torneira e saneamento básico ainda é grande, se outros tipos de indústrias e fábricas ainda não chegaram por aqui, como? O dilema do Piauí é exatamente esse: necessitar de grandes saltos e com urgência! Talvez por isso temas como "vitrine bilionária", Inteligência Artificial, estado digital e tantos outros pareçam tão distantes da realidade cotidiana, mesmo que os dados e a história de economias com potenciais parecidos mostre exatamente ao contrário.



