Aos 91 e 76 anos, piauienses voltam a estudar e aprendem a ler e escrever
Histórias de José Manoel e Deusaline marcam os 100 mil alunos matriculados no Alfabetiza Piauí, programa voltado à alfabetização de jovens, adultos e idosos
Foto: Divulgação/Seduc O sonho de aprender a ler e escrever não tem idade. No Piauí, José Manoel da Silva, de 91 anos, e Deusaline Castro, de 76, são exemplos de pessoas que voltaram a estudar depois de uma vida marcada pelo trabalho e pela falta de oportunidades. Os dois participam do Alfabetiza Piauí, programa que alcançou a marca de 100 mil matrículas no estado.
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Morador da zona rural de Bocaina, José Manoel trabalhou durante 30 anos como vaqueiro e dedicou boa parte da vida ao sustento da família. Natural de Fronteiras, ele só teve a oportunidade de frequentar a sala de aula na velhice. Mesmo com dificuldades de visão e audição, continua participando das atividades.
“Queria ter tido essa chance antes, mas agora estou feliz porque estou aprendendo”, conta o aposentado.
Em Nazária, Deusaline também precisou deixar os estudos ainda jovem para ajudar os pais em uma olaria. Décadas depois, aos 76 anos, voltou à escola e já comemora uma conquista importante: conseguir escrever o próprio nome.
“Estou aprendendo aos poucos e estou conseguindo escrever o meu nome”, disse.
Além das novas habilidades, a volta à sala de aula trouxe para Deusaline a oportunidade de conviver com professores e colegas, tornando a experiência ainda mais especial.
Programa já soma 100 mil matrículas no Piauí
Ofertado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc-PI), o Alfabetiza Piauí é voltado a jovens, adultos e idosos que não tiveram a oportunidade de aprender a ler e escrever. A meta é combater o analfabetismo e permitir que mais pessoas tenham acesso à educação.
Para ajudar os estudantes a permanecerem nas aulas, o programa oferece uma bolsa de R$ 800, paga em quatro parcelas, além de alimentação e transporte gratuitos. As aulas ocorrem preferencialmente à noite, em escolas estaduais e polos municipais.
Após a alfabetização, os participantes também podem continuar os estudos por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA), com a possibilidade de avançar para outras etapas de ensino e cursos técnicos.
As histórias de José Manoel e Deusaline mostram que, mesmo depois de muitos anos longe da escola, ainda é possível aprender e realizar sonhos que ficaram para trás.
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Com informações: Governo do Piauí.






