Teresina tem cobertura vacinal contra sarampo abaixo da meta de 95%
Segunda dose da vacina tríplice viral alcança 72,8% na capital; FMS alerta para risco de reintrodução do vírus no Brasil
Foto: Divulgação/FMS A circulação do vírus do sarampo em países das Américas e o registro de casos no Brasil levaram a Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina a reforçar o alerta sobre a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica. Embora o Piauí não registre casos confirmados desde 2019, a cobertura vacinal na capital permanece abaixo da meta de 95% estabelecida para interromper a transmissão da doença.
Dados atualizados em 7 de outubro de 2026 apontam que Teresina alcançou 92,3% de cobertura na primeira dose da vacina tríplice viral, enquanto a segunda dose chegou a 72,8%. Os números indicam a necessidade de ampliar a imunização, principalmente entre as pessoas que ainda não completaram o esquema vacinal recomendado.
Segundo Johansen Pitta, chefe do núcleo de agravos imunopreveníveis da FMS, o último caso confirmado de sarampo no Piauí foi registrado em 2019. Teresina também não apresenta registros da doença desde aquele ano.
“A manutenção das coberturas vacinais e das ações de vigilância é fundamental para preservar esse cenário e proteger a população”, afirmou o representante da Fundação.
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O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de secreções expelidas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra. Uma pessoa doente pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas não imunizadas com quem mantém contato.
O vírus também pode permanecer ativo e contagioso no ar ou em superfícies por determinado período, mesmo após a saída da pessoa infectada do ambiente.
Para se proteger contra o sarampo, o público infantil deve tomar a vacina tríplice viral aos 12 meses e a tetra viral aos 15 meses. Caso a pessoa não tenha recebido a vacina nessa faixa etária ou não tenha comprovação vacinal ou esteja com esquema incompleto, o esquema fica assim: duas doses da tríplice viral se tiver idade entre 5 e 29 anos ou então uma dose única da tríplice viral se tiver 30 a 59 anos. Já os profissionais de saúde devem tomar duas doses da tríplice viral, independente da idade, (com exceção de gestantes e imunossuprimidos graves).
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