Especialista em Direito Eleitoral destaca impacto das abstenções nas eleições
Vinicius Soares também esclareceu se eleitor que não votou no primeiro turno pode participar do segundo
Vinicius Soares, advogado especialista em Direito Eleitoral - Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário O advogado especialista em Direito Eleitoral, Vinicius Soares, participou nesta quinta-feira (08), do Programa Entrevista, realizado no espaço Senses, do Gran Hotel Arrey. Durante a conversa, o especialista esclareceu dúvidas sobre a diferença entre abstenção, voto branco e voto nulo, além de comentar o impacto da ausência dos eleitores nas eleições.
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De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno das eleições de 2026. Para Vinicius, o número chama atenção e levanta discussões sobre a participação dos eleitores e os fatores que contribuem para a abstenção.
Veja a entrevista completa abaixo.
Abstenção, voto branco e nulo
O advogado explicou que a principal diferença está no comparecimento do eleitor à seção eleitoral. A abstenção ocorre quando a pessoa não vai votar e, portanto, não registra nenhum voto na urna eletrônica.
Já o voto branco ou nulo acontece quando o eleitor comparece à cabine de votação, mas decide não escolher nenhum dos candidatos. No voto branco, o eleitor utiliza a tecla específica da urna. No voto nulo, digita uma combinação de números que não corresponde a nenhum candidato ou legenda.
“Abstenção se dá quando o eleitor não tem a possibilidade de se fazer presente no dia do pleito. Diferente dessa conduta, nós temos o voto branco e nulo, que é quando o eleitor vai até a cabine de votação, mas mesmo assim decide não escolher nenhum dos candidatos”, explicou.
Quem não votou no primeiro turno pode votar no segundo?
Segundo o advogado, os dois turnos são independentes, portanto, a ausência em um deles não impede a participação no outro. Porém, o eleitor que não comparecer deve justificar a ausência. As justificativas também são independentes para cada turno. Ou seja, quem faltar às duas votações terá que apresentar uma justificativa para cada ausência.
Por que tantos eleitores deixam de votar?
Vinicius Soares, advogado especialista em Direito Eleitoral - Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário
Ao comentar o número de abstenções registrado no primeiro turno, o advogado afirmou que existem diferentes fatores que podem contribuir para a ausência dos eleitores.
Entre eles, citou dificuldades de deslocamento e uma possível crise de representatividade política. Segundo Vinicius, parte dos eleitores pode deixar de comparecer às urnas quando não encontra candidatos com os quais se identifique.
“O eleitor numa democracia, sobretudo à medida em que ela avança, tende a procurar por candidatos aos quais de fato ele se identifique. E quando ele não encontra esse candidato, há um elevado número de pessoas que se abstêm da votação”, afirmou.
O especialista também destacou que a abstenção vem apresentando crescimento ao longo dos anos e avaliou que o cenário merece atenção, especialmente porque o voto no Brasil é obrigatório.
Para Vinicius, o elevado número de eleitores que deixam de comparecer às urnas pode ter impacto no resultado das eleições, já que representa uma parcela significativa do eleitorado que não participa diretamente da escolha dos candidatos.
Veja a entrevista completa na TV Teresina Diário, no YouTube.
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