Dentista é presa suspeita de comercializar canetas emagrecedoras irregulares
Polícia Civil afirma que investigada armazenava e distribuía medicamentos sem autorização sanitária; operação também resultou na prisão de outro suspeito
Canetas emagrecedoras - Foto: Envato Uma dentista de 34 anos, identificada como Marielli Cruz, foi presa nessa segunda-feira (6), em São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí, suspeita de armazenar e comercializar canetas emagrecedoras sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A ação foi realizada pela Polícia Civil do Piauí e também resultou na prisão de outro suspeito, identificado apenas pelas iniciais J.B.D.S.
Segundo a Polícia Civil, as investigações iniciaram após denúncia de que a dentista estaria comercializando medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras. Além disso, divulgava os produtos em transmissões ao vivo nas redes sociais.
Receba as principais notícias do Teresina Diário direto no seu WhatsApp
Durante as buscas na casa da dentista, os policiais localizaram três caixas de tirzepatida. Duas continham quatro frascos lacrados cada, enquanto a terceira armazenava três frascos lacrados e um já aberto. A polícia suspeita que ela estaria comercializando o produto no município de São João do Piauí.
As investigações levaram ao cumprimento de mandados de busca em endereços ligados a outros suspeitos de integrar o esquema. Em uma residência pertencente a um homem identificado pelas iniciais J.B.D.S., foram apreendidos um frasco de tirzepatida de procedência ignorada, 13 seringas de 1 ml e dois aparelhos celulares.
Já em outro imóvel, vinculado a um suspeito conhecido pelo apelido de "Mourinha", foram encontrados uma espingarda, oito munições, 25 espoletas, um frasco de tirzepatida de origem desconhecida, uma seringa contendo a mesma substância, uma porção de material branco ainda não identificado, uma balança de precisão e diversos sacos plásticos utilizados para acondicionamento de produtos. O suspeito, no entanto, não foi localizado.
Conforme a Polícia Civil, a dentista poderá responder pelo crime de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, em razão da comercialização de medicamentos de procedência ignorada. Os dois presos foram encaminhados para audiência de custódia nesta terça-feira (7), quando a Justiça decidirá pela manutenção da prisão preventiva ou pela concessão de liberdade para responder ao processo.
⬇️Baixe o aplicativo do Portal Teresina Diário
🔈Baixe o aplicativo da Web Rádio Teresina Diário





