Cinomose canina: vacinação é a principal forma de prevenir doença que pode ser fatal
A imunização reduz os índices de infecção, complicações clínicas e mortalidade associadas à doença.
Foto: Divulgação A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus pertencente à família Paramyxoviridae, gênero Morbillivirus. A transmissão ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções respiratórias, urina, fezes e aerossóis eliminados por animais infectados.
Segundo o coordenador do curso de Medicina Veterinária de uma faculdade de Teresina, Gerson Tavares, a cinomose é uma patologia grave que requer bastante atenção dos tutores e da equipe veterinária.
“Ela possui caráter multissistêmico, acometendo diversos sistemas do organismo animal, especialmente o respiratório, gastrointestinal, tegumentar, oftálmico e neurológico. Em estágios mais avançados, o comprometimento neurológico tende a ser mais grave, com a possibilidade de ocasionar sequelas permanentes e até levar ao óbito. Os sinais clínicos variam de acordo com a fase da doença e a resposta imunológica. Inicialmente, os cães podem apresentar febre, apatia, perda de apetite, secreções ocular e nasal, além de tosse e dificuldade respiratória”, explica.
O médico-veterinário pontua ainda que, com a progressão da enfermidade, são frequentes manifestações gastrointestinais. Por exemplo, vômito, diarreia e alterações dermatológicas.
“Além disso, nos quadros neurológicos considerados mais graves, observam-se tremores musculares, convulsões, paralisias e movimentos involuntários conhecidos como mioclonias. Mesmo após recuperação clínica, alguns animais podem permanecer com sequelas neurológicas permanentes”, afirma Gerson Tavares.
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Nesse sentido, a vacinação continua sendo a principal e mais eficaz medida de prevenção contra a cinomose canina. A imunização reduz significativamente os índices de infecção, complicações clínicas e mortalidade associadas à doença.
“O protocolo vacinal deve ser iniciado ainda na fase de filhote, geralmente entre seis e oito semanas de idade, com reforços subsequentes conforme orientação do médico-veterinário. Em seguida, recomenda-se a revacinação periódica, normalmente anual, de acordo com o tipo de vacina utilizada e o risco epidemiológico do animal”, explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária.
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