Trabalhadores da limpeza pública fazem manifestação em Teresina por melhores condições de trabalho

Milhares de garis pediram o fim da escala 6x1 e a aprovação do PL 4126


Trabalhadores da limpeza pública fazem manifestação em Teresina por melhores condições de trabalho Foto: Kauan Sousa/Teresina Diário

Trabalhadores da limpeza pública de Teresina realizaram na manhã desta sexta-feira (15), uma manifestação reivindicando melhores condições de trabalho e a aprovação do Projeto de Lei 4126/2020, que prevê piso salarial de R$ 3.036, adicional de insalubridade de 40% e aposentadoria especial.

A mobilização faz parte de um movimento nacional e, no Piauí, ocorreu na Avenida Frei Serafim, Centro da capital. O objetivo é pressionar o Senado Federal para que o projeto seja colocado em votação, segundo explicou o presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Piauí (Seeacep), Jonatas Miranda.

Jonatas Miranda, Presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Piauí (Seeacep); Foto: Kauan Sousa.

“Há muito tempo temos negociado com a Câmara e o Senado Federal a aprovação dessa PL. Tivemos reuniões com o Governo Federal, que afirmou que o projeto será sancionado se chegar ao presidente Lula. Então, hoje, nosso único problema é o Senado. Os senadores piauienses já demonstraram apoio e, mesmo assim, o senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, não colocou o projeto em votação. Por isso, hoje resolvemos paralisar as atividades de forma integral em todas as capitais do país”, afirmou.

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O presidente do sindicato também afirmou que, caso o projeto não seja pautado no Senado, a categoria pode discutir a possibilidade de uma greve nacional.

A trabalhadora Irla Steffane disse que os profissionais exercem um direito legítimo e destacou a importância da categoria para o funcionamento da cidade.

Irla Steffane, Trabalhadora da limpeza pública de Teresina; Foto; Kauan Sousa. 

“A gente está exercendo um direito que é nosso. Teresina só fica limpa por causa da gente. Então, precisamos de condições dignas de trabalho. Trabalhamos no sol, limpando praças, campos e a cidade como um todo, todos os dias, faça chuva ou faça sol. Então, nada mais justo do que cobrar um direito mínimo, que foi prometido, mas ainda não foi concluído”, disse.

Além das reivindicações da categoria, os trabalhadores também pedem o fim da escala 6x1, pauta que vem sendo debatida em todo o país. Jônatas Miranda defendeu urgência na discussão do tema e cobrou melhores condições para os trabalhadores.





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