Climatologista diverge sobre aquecimento global, e diz que planeta está entrando em resfriamento
O estudioso também explica as razões de o Nordeste brasileiro, ter sofrido com a seca nos primeiros meses do ano
Luiz Carlos Baldicero Miolion, meteorologista- Foto: Bruno Paz/Teresina Diário O portal Teresina Diário conversou com o meteorologista e climatologista, Luiz Carlos Baldicero Miolion, sobre o nosso clima e como ele deve se comportar ao longo dos próximos dois anos no Brasil. O estudioso é conhecido nacionalmente pelo seu pensamento sobre as mudanças climáticas com base no estudo dos ciclos lunares e solares.
Sobre a pouca chuva que caiu este ano, especialmente na região Nordeste, Luiz Miolion diz que questões climáticas em outro país influenciaram o tempo por aqui.
“Estava previsto que as chuvas ficassem um pouco abaixo na média, mas não tão seco. Etou atribuindo que o inverno nos Estados Unidos está muito rigoroso, alguns estados estão passando por uma situação que não é comum. E como a atmosfera não tem fronteiras, esse vento deles interferiu na nossa chuva e fez com que abril fosse um pouco mais seco do que esperávamos”, disse.
Segundo o climatologista, o Oceano Pacífico é o “grande comandante do clima global”, por ocupar 35% da superfície terrestre. Em tempos de aquecimento, as secas no Nordeste brasileiro tendem a ser mais severas. E quando esse movimento é contrário, ou seja, com o resfriamento existe o excesso de chuva. Nesse momento o oceano segue neutro e deve permanecer assim até o fim do ano.
“O Oceano Pacífico não vai interferir na nossa chuva, elas estarão dependentes da entrada de frentes frias pelo sul do país. E ainda vamos ter alguma chuva nesse mês de maio e possivelmente em junho, mas serão chuvas localizadas e algumas podem ser com tempestades severas, com rajadas de ventos superior a 50 km/h”, lembrou.
O meteorologista diverge da ideia que o mundo vive um aquecimento global, pelo contrário, segundo ele, o planeta está entrando numa fase de resfriamento e que deve durar até 2035.
“A oscilações mostram que estamos entrando no período de resfriamento global, e não aquecimento. Esse período de resfriamento vai durar até 2034/2035. Não esperamos nenhum evento de seca severa até estes anos. Assim o produtor poderá se preparar pra daqui a dez anos, enfrentar uma situação semelhante a 2015 e 1998 que foram El Ninos muito fortes”, finaliza.





