Dermatologista dá dicas para evitar queimaduras de potós
Atraído pelo calor, luz branca e acúmulo de lixo, o potó pode se reproduzir e acabar infestando alguns locais
Foto: reprodução Atraído pela luz branca e o calor, o potó é um inseto pequeno que pode causar queimaduras na pele do ser humano quando solta uma secreção tóxica. Os temidos Potós comumente aparecem logo após o período chuvoso, época em que a reprodução dele acontece. O Portal Teresina Diário ouviu o médico dermatologista Yuri Chaves, que falou sobre os cuidados com esse bichinho.
O potó possui uma substância chamada de 'pederina' que é uma toxina presente em alguns insetos. O contato com a pele ocasiona irritação e ferimentos. Mas para isso acontecer o inseto precisa ser morto, ou esmagado com a mão na reação de querer tirar o Potó sobre o corpo.
O dermatologista Yuri Chaves, explica que as queimaduras não são tão graves, mas podem evoluir caso ocorra uma infecção secundária.
"A queimadura provocada pela pederina, são queimaduras bem superficiais, queimaduras leves e que normalmente não precisam de tratamento específico para tratar. Alguns casos de complicações por infecção bacteriana podem acontecer, então se essa queimadura estiver piorando consistentemente com o tempo, causando secreção e dor, o paciente deve procurar o médico para fazer o tratamento", disse o profissional.
Médico dermatologista Yuri Chaves / foto: divulgação
Além da luz branca e do calor, o potó também pode ser atraído pelo acúmulo de lixo. Dessa forma, ele pode se reproduzir e acabar infestando esses locais, o que aumenta as chances dos potós 'pousarem' na pele. Ao perceber o inseto sobre o corpo, a orientação é tentar retirá-lo com delicadeza, dessa forma você não esmaga o potó e pode evitar as queimaduras.
Ainda segundo o médico, diante de uma situação de queimadura o ideal é fazer a limpeza do local com água e sabão. Quando a lesão não avança para uma fase mais complicada, em torno de 10 dias elas podem já estar saradas.
"Esses seriam os cuidados, evitar o acúmulo de lixo em casa ou fora de casa. E se perceber o Potó na sua pele evitar tirar ele com agressividade, porque dessa forma a chance dele liberar a substância que queima a pele é bem menor", finalizou Yuri Chaves.
Reportagem especial por Bruno Paz




