Piauí implementa novas medidas de combate a violência contra mulher

Especialista comenta a importância da criação do Laboratório de estudos para o combate a violência contra a mulher.


Piauí implementa novas medidas de combate a violência contra mulher Advogada especialista em direitos humanos, Naiara Moraes.


O laboratório de Estudos da Violência contra a mulher no Piauí, o “Elas Vivas Lab” foi lançado nesta semana com o objetivo coletar dados para que possam servir de base para a implementação de políticas públicas que ajudem a combater o aumento dos casos de violência contra a mulher no estado.  O novo centro de pesquisa faz parte das ações do Governo do Piauí contra as altas taxas de feminicídio registradas.

Dados recentes da Rede de Observatórios registram 75 casos de violência contra a mulher entre o mês de agosto de 2021 e janeiro de 2022 no Piauí.  Segundo os mesmos registros, destaca-se que o feminicídio corresponde a 69% das violências cometidas contra as mulheres.  Para o secretário de Segurança Pública, o coronel Rubens Pereira, os dados colhidos pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) podem ajudar outros órgãos sobre as motivações que geram a violência sofrida pelas mulheres no estado e, com isso, transformar os dados coletados em políticas de prevenção.

“O que nós queremos, o cenário ideal, é que as mulheres não sofram violências. Por isso, precisamos fazer políticas de prevenção nas escolas e universidades. O que estamos formando é uma rede integrada de estudos dessa violência, para que isso se transforme em uma rede de prevenção”, afirma.

Já para a advogada especialista em direitos humanos e mobilizadora do movimento VEM (Vamos Eleger Mulheres) Naiara Moraes destaca que a iniciativa é uma ótima ferramenta de políticas públicas para combater a problemática e que é necessário constante investimento. 

 “A nossa sociedade é marcada por profunda desigualdade de gênero e isso pode ser facilmente visto com o aumento dos casos de violência contra a mulher no Estado. As medidas que estão sendo tomadas são muito importantes para a mudança de cenário, mas se as entidades públicas investem num ano e no ano seguinte cortam recursos do serviço, você acaba retrocedendo na promoção de direitos dessas mulheres, você está colocando mulheres em risco”, ressalta Naiara Moraes.



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