Mãe assume que matou Izadora Mourão sozinha
Maria Nerci detalhou que primeiro golpe que deu foi no pescoço, na 'veia matadora', enquanto a filha estava na cama.
Foto: Divulgação Durante um depoimento ocorrido no julgamento realizado pela 2ª Vara da Comarca da cidade de Pedro II, Maria Nerci dos Santos Mourão, acusada de participação na morte da filha, a advogada Izadora Mourão, ocorrido no dia 13 de fevereiro de 2021, confessou a autoria do assassinato sozinha.
Em sua fala, a mãe descartou a participação do irmão da vítima, João Paulo Santos Mourão, que também está sendo julgado e diz que matou a filha sozinha. Segundo ela, a família vinha com diversos problemas a partir da advogada após sua separação, onde era bastante afetada.
No depoimento, ela disse que no dia do crime, Izadora estava dormindo na cama do irmão, quando decidiu tirar a vida da própria filha a sangue-frio. Depois do crime, ela confessou que encobertou toda a situação.
Maria Nerci detalhou que primeiro golpe que deu foi no pescoço, na 'veia matadora', enquanto a filha estava na cama. Na sequência, a advogada reagiu, pegou em seu braço e a mãe continuou a esfaqueá-la até a morte.
Confira trechos do depoimento:
"Ele (João Paulo) foi para meu quarto, encostou a porta e ficou lá. Eu me lembrei assim, que como ela disse que vai me matar e vai judiar com todo mundo aqui, eu vou saber se ela está se mexendo ou dormiu. Ela tava dormindo em um sono pesado mesmo, com o lado do coração para cima. Eu tinha levado a faca disse que é hoje ou é nunca. Eu peguei e dei primeiro golpe e foi muito forte, acertei na veia que mata mesmo. Ela pegou no meu braço esquerdo e se virou; ela queria se levantar para pegar a faca. Ela pegou no meu braço, se sustentou e eu dei um golpe muito forte, saiu bastante sangue eu fiquei golpeando porque, ela vai tomar essa faca e vai matar todo mundo ela ficou la emborcada. Confesso. Tudo o que tinha de força eu botei para dar certo. Eu dei várias, com medo dela se levantar e tomar a faca”, explicou Maria Nerci.
Maria Nerci disse em depoimento que vinha sendo atacada pela vítima, então tomou essa decisão.
“Sei que é errado, mas diz que quem mata em sua livre defesa não é pecado, ela tava muito má comigo, demais. Não quero nenhuma mãe do mundo passe o que passei na minha vida. Eu não tava mais suportando, ia ter que sair daquela casa, não sabia o que fazer. Já tinha pessoa que já sabia o que eu tava passando. Tem muita gente me julgando muito mal, eu não sou ruim não”, disse.
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