Prefeitura apresenta proposta para solucionar crise dos ônibus
Dr. Pessoa deu prazo de 48 horas para o SETUT se pronunciar sobre a proposta da Prefeitura.
Coletiva de imprensa aconteceu no Palácio da Cidade / fotos: Pedro Silva - Teresina Diário Tentando buscar um consenso e encerrar a crise no transporte público de Teresina, o prefeito Municipal, dr. Pessoa (MDB), apresentou durante coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (09), uma contraproposta que será apresentado aos empresários. De acordo com o gestor, a classe terá até 48 horas para responder.
De acordo com a Prefeitura Municipal de Teresina (PMT), os transtornos provocados pela má prestação do serviço de transporte coletivo aos teresinenses vêm se arrastando pelos últimos 6 anos, e, considerando a já desgastada relação entre os donos das empresas consorciadas e os trabalhadores do transporte coletivo que culminaram em 15 greves ocorridas nesse mesmo período.
“Após receber uma proposta desnutrida da parte dos empresários, praticamente a mesma coisa há 40 anos, a prefeitura apresenta essa proposta e espera um retorno. Se for positivo esperamos que os ônibus possam voltar a uma normalidade relativa a partir de segunda, do contrário temos um plano B”, afirmou o prefeito.

As possibilidades de melhorias foram apresentadas durante a coletiva:
Gratuidade para estudantes do ensino fundamental (rede pública e privada);
Ônibus com ar-condicionado e Wi Fi;
Efetivo funcionamento do sistema de integração;
Revisão do valor da tarifa;
Obediência da vida média dos ônibus em circulação;
Controle da bilhetagem eletrônica por parte da prefeitura;
Retorno da circulação da frota prevista na ordem de serviço da Strans.
Passagem mais barata para os estudantes
A classe estudantil continuará pagando uma passagem mais barata. Segundo o secretário de Planejamento, João Henrique Sousa, o valor, de cerca de R$ 1,2 milhão por mês, deverá ser dividido entre a prefeitura e o Governo do Estado.
“Tanto o estudante de rede pública como particular, todo mundo entra. A lei diz que o estudante tem que ter o abatimento, então não interessa de onde ele veio. A pretensão é que a maior parte desses estudantes seria mais ou menos metade, município e estado. Portanto, o próprio governador se comprometeu de que o estado arcaria com a metade dos recursos que eventualmente fossem necessários”, disse o secretário.




