Oposição regista maior redução desde 2010


Oposição regista maior redução desde 2010

A eleição de 2026 produziu um dos cenários mais favoráveis ao governo na história recente da Assembleia Legislativa do Piauí.

É a menor bancada de oposição das últimas cinco eleições.

Dos 30 deputados estaduais eleitos, 27 estavam no campo político que apoiou a reeleição de Rafael Fonteles (PT). Apenas três foram eleitos pela chapa do oposicionista Joel Rodrigues (PP).

Em 2010, a Assembleia chegou a ter 14 deputados fora da base de apoio do governador eleito, em uma eleição marcada por três chapas competitivas.

Em 2014, foram 10 oposicionistas. O número caiu para seis em 2018 e sete em 2022. Agora, são apenas três.


Menos partidos, mais concentração

Outra mudança é a redução do número de legendas com representação na Assembleia.

Solidariedade e Republicanos deixaram de ter bancada depois da janela partidária de março. O resultado é uma Alepi mais concentrada partidariamente.


Delegado Charles diverge da ideia de tratar facções como terrorismo

O deputado federal eleito, delegado Charles tem uma leitura diferente da proposta de enquadrar organizações criminosas como grupos terroristas.

Mais do que aumentar penas, seria necessário criar mecanismos processuais capazes de acelerar a resposta do Estado e diferenciar os diferentes níveis de participação dentro das facções.


Para ele, facções criminosas não deveriam necessariamente receber uma nova tipificação penal como terrorismo. O caminho, em sua avaliação, seria outro: criar um tratamento processual diferenciado para integrantes dessas organizações, com processos mais céleres e medidas cautelares específicas.

“Eu tenho um entendimento de facção que é um pouco divergente da maioria. Não necessariamente transformar no tipo penal terrorismo, mas defendo que o processo penal para quem é faccionado seja diferente, principalmente mais céleres, com medidas cautelares diferentes.”

O delegado também chama atenção para uma diferença dentro da própria estrutura das organizações criminosas.

Na avaliação dele, as facções não são movidas exclusivamente por questões financeiras e é preciso distinguir quem exerce o comando e quem atua subordinado a essa estrutura.


Radar econômico

Moradia pesa cada vez mais no bolso. Pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil mostra que 82% dos brasileiros consideram que o aumento do custo da moradia dificulta a conquista da casa própria.

O dado mais preocupante talvez seja outro: 34% dizem precisar escolher entre pagar a moradia e despesas básicas, como alimentação e medicamentos.

O levantamento ouviu 1.400 brasileiros e mostra que o problema habitacional deixou de ser apenas uma questão de déficit de imóveis.

É também uma questão de renda, segurança da posse, infraestrutura e acesso a serviços.

E há um dado que interessa diretamente ao debate sobre políticas públicas: 92% ainda esperam ter uma casa própria algum dia.

Para os governos, o recado é claro: construir moradias é apenas parte da equação. É preciso fazer com que as famílias consigam permanecer nelas.






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