Promotores fiscalizam locais de votação e crimes eleitorais

O procurador eleitoral Kelston Lages
Promotores fiscalizam locais de votação e crimes eleitorais

Os promotores eleitorais estão fiscalizando os locais de votação para averiguar o funcionamento e a montagem dos equipamentos, como as urnas eletrônicas. O procurador eleitoral Kelston Lages reuniu os promotores para ficarem vigilantes quanto aos crimes eleitorais e outras irregularidades durante o processo eleitoral. Esses promotores permanecerão em suas zonas eleitorais até o final da votação e estarão em sintonia direta com as forças de segurança e comunicação direta com a Justiça Eleitoral. O foco dos promotores é garantir a licitude, transparência e a livre manifestação dos eleitores através do voto. Nesse primeiro momento, a vigilância é para evitar os ilícitos e garantir a integridade dos locais de votação. O MPE solicita que no caso de denúncias, se possível, fazer a coleta de provas como filmagem e fotos, prints ou outros registros para o processamento dos casos, inclusive identificando os responsáveis. No dia da votação o foco da fiscalização será nas condutas que como boca de urna, derrame de santinhos, comícios, carreatas, transporte irregular e fornecimento de alimentação a eleitores.

Apreensões

E o dinheiro continua viajando nas vésperas das eleições. A última apreensão foi feita em Picos. Por lá foram R$ 750 mil. Na totalização do que foi apreendido pela polícia, que supostamente seria destinada para a compra de votos, R$ 1.667 milhão. O dinheiro fica em depósito judicial e, se não for resgatado, vai para o fundo penitenciário.

Monitoramento de filas

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) desenvolveu o Kiwi, ferramenta de monitoramento de filas eleitorais das 9h às 15h no dia da eleição.  A ferramenta é uma das soluções do Tribunal para melhorar a experiência dos eleitores nas Eleições. O mesário informa, com um toque, se há fila na seção. O eleitor sabe qual a situação da fila do local de votação antes de sair de casa sem precisar baixar aplicativo ou informar dados sensíveis, como CPF ou número do título de eleitor.

Embolado

O resultado da eleição para as duas vagas no Senado Federal ainda está indefinido entre três candidatos: Ciro Nogueira, Marcelo Castro e Júlio César. Nas pesquisas de intenções de votos ainda está embolado apontando para empate técnico entre os três candidatos. Os detalhes, a estratégia e o planejamento no final da campanha vai fazer toda a diferença no resultado final.

Movimentação Financeira

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) atua em cooperação com órgãos de Justiça e com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para monitorar e identificar transações atípicas ou ilícitos financeiros durante períodos eleitorais. Existe um monitoramento para a movimentação financeira e o conselho está passando informações diretamente para as forças de segurança. Há um alerta sobre saques em espécie de valores altos às vésperas de pleitos. O dinheiro apreendido vai ficar em depósito judicial e, se não houver o resgate dos numerários, o dinheiro vai para o fundo penitenciário.

Eleitorado indeciso

Na véspera das eleições, temos ainda 59% do eleitorado indeciso em relação ao voto para Senador. O cenário político continua a disputa entre os candidatos a senador: Ciro Nogueira, Marcelo Castro e Júlio César. E o segundo voto é que vai fazer a diferença na votação dentre eles. Mas ao todo são 18 candidatos a senador e cada eleitor escolherá dois deles.

Contingente

O plano de segurança está em execução e vai ter militares fazendo a guarda em 3.500 locais de votação. São mais de 11 mil secções eleitorais. E a Polícia Militar vai fazer um posicionamento estratégico para que tenha pelo menos um homem em cada local de votação. A PM-PI ainda está fazendo alinhamentos com as demais forças de segurança que atuarão nas eleições: Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Abin e as guarda civis municipais.

Custo da eleição

A Polícia Militar do Piauí investiu pouco mais de R$ 3 milhões para operacionalizar o plano de segurança nas eleições. O comando geral da PM-PI comprou as férias e folgas dos militares para ter o maior contingente possível para atuar no período das eleições. São 6.500 policiais que estão sendo mobilizados para o esquema de segurança no pleito.

VOZ DO PODER

Eu não vou divulgar nomes, mas um passarinho verde me contou que tem gente contratando boca de urna para o dia da eleição pagando R$ 300 por cabeça. Na contabilidade seriam pelo menos 60 mil pessoas mobilizadas em todo o estado. Nessa conta, só para pagar boca de urna seriam utilizados cerca de R$ 18 milhões.





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