Saúde cada vez mais dependente de emendas
Pelo menos 11% dos recursos empregados no custeio da saúde no Piauí são oriundos do Governo Federal e grande parte deles vem através de emendas parlamentares. A informação é do secretário Dirceu Campelo que classifica como indispensáveis ao funcionamento da saúde os recursos oriundos de emenda parlamentar.
"O que era pra ser recursos extraordinários de emendas parlamentares, hoje eles são ordinários, ou seja, hoje os gestores municpais, prefeitos e estaduais, necessitam de recusos parlamentares para poder manter esse custeio da saúde", afirma Dirceu Campelo.
Entre 2016 e 2025, a fatia das emendas no orçamento do Ministério da Saúde subiu de cerca de 5% para 17%, alcançando R$ 21,5 bilhões no último ano. Estudos do Ipea e de outros centros apontam que as emendas, de todos os tipos, passaram a compor de forma crescente o piso federal em ações e serviços públicos de saúde, alterando o desenho original de financiamento do SUS.





