Tempo de travessia
Os poderosos de seus pedestais imaginam guerras com soluções , causando dores e sofrimento a muitos que lutam pelo pão , pela água , pela saúde e pelo direito de viver.
As vias marítimas e estreitos, acidentes geográficos naturais, nem as águas correm livremente. Navios, bombas , porta aviões e minas impedem o livre navegar.
Muitos expatriados vagam em busca de um Porto Seguro, transportando em almas dores e saudades, famílias destroçadas, muitos horizontalizados, sem direito à despedida, assim são as guerras, muitos morrem sem saber o porque e muitos matam na vã inocência de garantir a paz.
A teia de relações entre nações e instituições sofre rupturas e ações intempestivas, disparam bombas sobre muitos que dormem na esperança de um amanhã de paz.
Os signatários do poder digladiam-se, usam da força na proporcionalidade de suas nações, a humanidade atônita assiste ao cenário de horror, espaços já vazios pela destruição em massa, jaz edificações e vidas.
A política, arte ou ciência de governar, organizar e administrar o estado e a sociedade, tornou-se míope de seu propósito e ampliam a visão para outros fins, estado e sociedade no limbo.
O momento exige coragem, homens de bem sejamos ousados, posicionemo-nos no centro do círculo, para que nossas ações repercutam com intensidades iguais em todas as direções, que nossas decisões sejam de estado e não de poder.
A construção de um país depende de poderes harmônicos, sociedade consciente de direitos e deveres, com o olhar para a coletividade, discutir ideias é construção, a destruição se impõem pela ausência.
Ousamos a travessia, sob pena de ficarmos à margem de nós mesmos.
Benjamim Pessoa Vale , maio /2026
Médico , empreendedor social e Doutor Honoris Causa -UFPI





