Fim da jornada 6x1 sai do sindical e vira questão estrutural

O fim da escala 6x1 entrou de vez na agenda política do Brasil.  Audiência pública realizada ontem (23) na Comissão de Constituição e Justiça, CCJ da Câmara dos Deputados, apontou que o tema deixou de ser reivindicação sindical e passou a ser tratado como questão estrutural do mercado de trabalho.

Os dados apresentados pelas centrais dimensionam o impacto da atual jornada:

34 milhões de trabalhadores estão em jornadas acima de 40 horas semanais

67% ganham até 1,5 salário mínimo

33% gastam mais de 1h30 por dia em deslocamento

88% relatam impacto negativo na vida pessoal

59,2% trabalham dias seguidos sem folga

31% ultrapassam o limite legal de jornada

Diagnóstico: não se trata apenas da escala, mas um modelo de trabalho baseado na exaustão.


Pressão social
O tema também já tem respaldo fora do Congresso. Segundo levantamento citado no debate: 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6x1 Entre quem já trabalha até 5 dias por semana, o apoio sobe para 76%. Ou seja, há ambiente político para avançar. 


Convergências:
Ao que parece a redução de 44 para 40 horas semanais e a substituição da escala 6x1 por 5x2 são pontos de concordância e proposta vista como a proposta com maior viabilidade política.


Energia limpa no Piauí
A CGN Brasil Energia e o Governo do Piauí firmaram acordo de para  desenvolver estudos para implantação de um projeto de energia solar concentrada (CSP), com capacidade estimada de 100 MW, insere o Piauí em um debate que começa a despertar incipiente no Brasil: o da geração renovável com capacidade de despacho.    


Não falta dinheiro tem, falta gestão
A abertura de uma janela de até R$ 124 bilhões para financiamento do SUS expõe um problema antigo — e pouco enfrentado — da gestão pública municipal. A Portaria nº 10.169/2025 do Ministério da Saúde liberou recursos para custeio da atenção básica e da média e alta complexidade, com prazo até 31 de março para apresentação de propostas.  O risco do  dinheiro não chegar onde deveria é conhecido por causa dos inúmeros gargalos  técnicos enfrentados como falhas na elaboração de propostas, dificuldade de interpretação das regras, baixa capacidade operacional e ausência de planejamento. 


Supersalários na pauta
Na véspera do julgamento do Supremo Tribunal Federal, um estudo aponta que os chamados supersalários custaram mais de R$20 bilhões em pouco mais de um ano. Os números escancaram o contraste com  teto do funcionalismo: R$46.366,19 e metade dos servidores até R$4.034,60 e com 70% recebendo até R$6.189,35.  Os pagamentos acima do teto se concentram principalmente no Judiciário e em carreiras da AGU sendo viabilizados por brechas como verbas classificadas como indenizatórias, baixa transparência e mecanismos administrativos.






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