Governo Federal elege fim da escala 6x1 como prioridade
O debate sobre o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho foi anunciado como prioridade do Governo Lula para 2026. A confirmação foi feita pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante audiência realizada hoje (18). Ele fez um apelo direto ao Congresso para avançar com a pauta ainda este ano — mesmo com o calendário eleitoral encurtando o ritmo das votações. A estratégia é clara: priorizar projetos de lei, que tramitam mais rápido que PECs.
“Há um clamor, especialmente da juventude trabalhadora, para que a gente analise o fim da jornada 6x1.” A meta é votar escala 6x1 e proposta para motoristas de aplicativos ainda no primeiro semestre de 2026.
Juventude como argumento
Marinho também aproveitou para rebater uma narrativa recorrente no debate econômico: a de que jovens não querem trabalhar.
Segundo ele, os números contam outra história:
mais de 80% das vagas recentes foram ocupadas por jovens até 24 anos
nos últimos três anos, esse grupo ficou com 75% dos novos empregos formais
A leitura política é evidente: a juventude deixa de ser problema e passa a ser ativo eleitoral.
Ministério fragilizado
O Ministério do Trabalho, recriado no governo Lula 3, ainda opera com estrutura reduzida. O próprio ministro expôs o tamanho do problema:
orçamento corrigido seria de R$ 2,7 bilhões
orçamento atual não chega a R$ 900 milhões
Nordeste no radar do crédito
O BNDES intensifica sua presença na região Nordeste. Desde 2023, foram R$ 53,6 bilhões em crédito aprovado, com crescimento de 12,7% em relação ao período anterior. Só em 2025, o volume chegou a R$19,3 bilhões, sinalizando retomada de investimentos. A estratégia do governo federal: usar o crédito público como motor de desenvolvimento regional.
A bomba dos precatórios
O governo federal começou 2026 com R$ 64,3 bilhões em precatórios, segundo levantamento da fintech Precato. Ao todo, são mais de 143 mil títulos na fila de pagamento. A maior concentração está nos tribunais do Sul e Sudeste, que juntos respondem por quase 80% do valor total.
É uma bomba fiscal silenciosa, que pressiona o orçamento .
CPI perde controle
A CPMI do INSS virou palco de mais um embate institucional.
O ministro André Mendonça proibiu o acesso da comissão a materiais apreendidos do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. A decisão veio após suspeitas de uso de câmeras ocultas dentro da própria comissão.
Páscoa mais cara
No campo econômico, o consumidor já começa a sentir outro impacto. A combinação de fatores climáticos e de mercado está pressionando os preços de açúcar e cacau, o que deve encarecer produtos típicos da Páscoa.
Segundo análises da StoneX:
há redução na oferta de açúcar
maior direcionamento da produção para etanol
recuperação lenta da produtividade
O resultado é um cenário de volatilidade e alta de preços.





