• Teresina, 27/06/2022
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Reflexo de uma gestão que administra cercada, de portas fechadas para a população

É preciso ter mais humildade para “sair das grades”, ouvir e atender ao clamor dos teresinenses, pois o caos no transporte público prejudica toda população e enfraquece a economia da capital


Reflexo de uma gestão que administra cercada, de portas fechadas para a população

Já não basta essa crise do transporte púbico da capital servir de chacota nacional, sendo um dos assuntos mais comentados do Twitter depois do apelo da campanha #S0STeresina? Ao invés de apresentar uma solução para resolver o vergonhoso caos no sistema de transporte coletivo, a atual gestão municipal não se intimida ao responder que não tem nada a ver com o problema, mostrando um total descaso com a cidade e a população.

Até onde sei, a gestão da coisa pública é algo impessoal e o sistema de transporte público é uma responsabilidade atribuída ao poder público municipal. Tem que está aí sim, mesmo que esses gestores não sejam motoristas, cobradores ou andem de ônibus. O cargo que assumiram joga essa responsabilidade no “colo” deles. Portanto, resolver isso não é uma questão de querer ou poder, mas de dever, de zelo com a coisa pública e com o cargo que ocupa, sobretudo, é uma questão de honrar o compromisso que assumiram aos serem eleitos, o de cuidar da cidade.    

Além disso, há de se considerar que esse impasse está causando um prejuízo enorme na economia de Teresina, o que, inclusive, prejudica a própria arrecadação da prefeitura. Como se não bastassem os prejuízos por conta da pandemia e dos constantes furtos, os comerciantes também estão deixando de vender porque as pessoas não podem mais ir ao centro sem saber como voltar para casa. E quem não tem outro meio de transporte para se locomover também está deixando de ir ao médico ou fazer um tratamento de saúde.

São inúmeras consequências negativas, portanto, se não querem ter compromisso ou não têm equilíbrio e competência necessários para administrar, não deveriam nem ter disputado o cargo. E muito menos terem feito qualquer apelo para os usuários do transporte coletivo deixarem de votar na gestão tucana durante a campanha eleitoral.

Não podem agir com tanto descaso com a população e falta de compromisso com o cargo que ocupam. É exatamente por conta desse tipo de atitude que hoje a prefeitura de Teresina, lamentavelmente, vive trancafiada, de portas fechadas, e até com o acesso cercado de grades.  Cadê a gestão voltada para o povo que tanto prometeram?

Desde que assumiram, passaram esse tempo todo jogando a culpa desse e de outros problemas na gestão anterior, enquanto o ex-prefeito sequer está vivo para poder se defender. Talvez até seja uma desculpa para deixaram de justificar por que foram incapazes de solucionar esse problema em um ano e três meses de gestão.  

Inclusive o Legislativo Municipal também tem a sua parcela de “culpa” nesse triste episódio. Nossos vereadores estão muito omissos em relação aos teresinenses, não estão contribuindo em busca de uma solução para resolver esse e nem outros problemas da capital, mas aposto que vão querer contar com o apoio dessa mesma população “castigada”, sem transporte público, inclusive agora nessa próxima eleição.   

O povo está cansado de propostas paliativas, como projeto piloto de táxi-lotação e cadastro de outros tipos de transporte alternativo. Não é nenhum favor, isso é uma obrigação do poder público municipal, gerada a partir da falta de soluções definitivas e eficazes para evitar o caos.  

E qualquer outra proposta que penalize ainda mais os usuários do sistema de transporte coletivo não pode ser colocada em prática. Muito pouco ainda se sabe sobre essa tarifa com valor diferenciado, que será fixada por decreto do prefeito de Teresina. Qual será realmente o valor? Quem mora mais longe porque tem menos condição financeira vai ter que pagar uma passagem mais cara? É preciso esclarecer, inclusive junto aos órgãos de controle, como realmente funcionará.

Os próprios empresários de ônibus, representado pelo Setut, consideram ilegal a lei da bilhetagem eletrônica aprovada pela Câmara Municipal, que cria competências, como a emissão e comercialização de vales, para a Eturb. Alegam que fere a Lei Federal que delega essa obrigação para as empresas concessionárias. E ainda argumentam que a prefeitura não está repassando todo o valor devido, cerca de R$ 70 milhões, para as concessionárias. E assim fica nesse empurra-empurra inaceitável.

A Justiça do Trabalho também tem que ser mais justa, não basta uma liminar determinando o retorno de 80% dos ônibus em horário de pico e 60% nos demais horários, sem que as empresas paguem os direitos trabalhistas dos motoristas e cobradores. Há anos, esses trabalhadores enfrentam problemas recorrentes, como recebimento de diárias ao invés do salário da categoria que foi estabelecido na carteira assinada, falta de plano de saúde e de reajuste salarial. E ainda hoje a situação continua da mesma forma ou até pior.

Enfim, já chega de apontar culpas, omissões e injustiças sem ter uma solução definitiva para resolver esse caos em que se transformou o transporte coletivo da capital. Todas essas instituições/poderes: prefeitura, empresários e Justiça do Trabalho tinham mais era que somar forças para dar fim a esse drama vivido pelos teresinenses. Já passou da hora disso acontecer, a população merece mais dignidade e respeito.     

 

Flexibilidade do uso de máscara em locais abertos

A partir da próxima segunda-feira (28), o uso de máscaras no Piauí só continua obrigatório em locais fechados, públicos e privados, e para as pessoas imunossuprimidas, está liberado entrar sem máscara em ambientes abertos e semiabertos. Também está liberada a ocupação de 100% em locais abertos e 80% do público em locais fechados, condicionada a entrada somente daqueles que apresentarem o cartão de vacina com o esquema vacinal completo. O Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (COE) ainda recomendou a partir de segunda-feira que seja aplicada a 4ª dose da vacina Covid-19 para idosos acima de 60 anos e profissionais de saúde.

 

Colégios ainda recomendam cautela

Em alguns comunicados sobre a flexibilização do uso de máscara enviados por alguns colégios de Teresina, a direção ainda recomenda cautela para as famílias, ao decidirem se devem ou não enviar os filhos sem esse importante equipamento de proteção individual, mesmo após a liberação do uso de máscara em locais fechados na capital. Portanto, o uso de máscara em ambientes fechados e o uso obrigatório para pessoas com comorbidades em todos os espaços da escola ainda deve ser uma regra seguida pela maioria, uma vez estas são mais suscetíveis a quadro graves ocasionados pela covid-19. Vale ressaltar ainda que é importante respeitar o direito de quem optar por continuar usando a máscara, seja na escola ou fora dela.

 

Taxa de ocupação de UTIs está abaixo de 60% no Brasil

Segundo a Fiocruz, a taxa de ocupação de UTIs no Brasil está abaixo de 60% em todas as regiões do país. Esses dados colocam o país fora da zona de alerta. Apesar da redução do número de internações por convid-19, a pandemia ainda não foi totalmente vencida. Por isso, a Fiocruz recomenda que as pessoas continuem a usar máscaras em alguns ambientes com grande aglomeração, a exemplo do transporte coletivo.

 

Troca de gestores estaduais

A partir da próxima quinta-feira (31), o Piauí troca o comando do governo do Estado, assume Regina Sousa no lugar de Wellington Dias, que disputará o Senado. Junto com ele, também deixa o cargo parte da equipe de governo para concorrer a um cargo político na próxima eleição. Uma das mudanças acontece na Secretaria de Governo, o ex-secretário estadual de Planejamento, Antônio Neto, deve ser indicado para ocupar a pasta. É um gestor reconhecido pela diplomacia, deve manter uma boa relação com políticos e representantes dos movimentos sociais e sindicalistas.



Falecimento do jornalista Nilson Sá

É com pesar que lamentamos o falecimento do jornalista Nilson Sá, após complicações decorrentes de uma cirurgia para retirada de cálculo renal. Ele estava internado na UTI do hospital HTI para estabilizar o quadro agravado mas acabou não resistindo. Nilson Sá era funcionário da Assembleia legislativa, também já tinha ocupado o cargo de subsecretário de Comunicação do governo Mão Santa e foi editor de vários jornais e revistas.


Chuvas podem aumentar número de desabrigados na capital

Com a previsão de mais chuvas nesse final de semana, pode aumentar o número de desabrigados em Teresina. Segundo a Defesa Civil Municipal, até a última sexta-feira (25), 767 famílias estão desabrigadas, o que representa cerca de 2.500 pessoas. De acordo com o gestor da pasta, Carlos Ribeiro, era previsto chover cerca de 300 milímetros durante todo o mês de março, no entanto, esse número já ultrapassou 350 milímetros. E a Chesf ainda anunciou a possível abertura das comportas de Boa Esperança, com a previsão de vazão da água maior do que a já registrada até agora, o que pode ampliar esse número de desabrigados na capital. Quem precisar de ajuda, o número da Defesa Civil Municipal é o 199.

 


Regulamentação do trabalho remoto

O governo federal publicou duas medidas provisórias (MP) para regulamentar o trabalho remoto e promover alterações em benefícios, como antecipação das férias, auxílio-alimentação, abono para os trabalhadores, em caso de ocorrência de situação de calamidade. Segundo o governo, essas medidas fazem parte das ações do Programa Renda e Oportunidade, que visa ajudar na retomada da economia. A regulamentação do trabalho remoto permitirá a possibilidade de adoção do modelo híbrido (alternância entre o home office e trabalho presencial). Vale ressaltar que os trabalhadores com deficiência ou com filhos de até quatro anos completos devem ter prioridade para as vagas em teletrabalho. A oposição questiona se essa MP fere direitos trabalhistas porque permite a contratação com controle de jornada ou por produção.

 





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