• Teresina, 29/06/2022
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Pais não devem prejudicar o direito dos filhos de se vacinarem contra a covid-19

É preciso parar de divulgar Fake News sobre crianças que tiveram efeitos colaterais ou morreram depois que tomaram a vacina contra o coronavírus. Isso causa medo, prejudica a campanha de vacinação e ainda expõe nossas crianças aos graves riscos da doença

Foto(Ascom/FMS)
Pais não devem prejudicar o direito dos filhos de se vacinarem contra a covid-19

Mesmo já tendo iniciado o calendário de vacinação para crianças de 05 a 11 anos contra covid-19, ainda tenho acompanhado, tanto nas redes sociais quando no cotidiano mesmo, matérias e relatos de amigos e familiares sobre a indecisão de vacinar ou não os filhos, por medo dos efeitos colaterais. Inclusive nos últimos dias também tem aumentado a divulgação de matérias negativas sobre crianças afetadas por algum efeito colateral ou até mesmo morreram depois de terem tomado a vacina contra a covid-19, assim como já ocorreu, principalmente, no início da vacinação de adultos.  

Aí eu me pergunto, se até um simples remédio que a gente toma para dor pode ter uma contraindicação ou efeito colateral, mas mesmo assim a gente toma porque quer e precisa sentir um alívio nessa dor, então que sentido faz justificar não tomar a vacina com medo de possíveis efeitos colaterais? Pior do que isso é incentivar outras pessoas a não tomarem a vacina contra a covid-19 alegando o mesmo argumento.  

E se tamanha irresponsabilidade é só por puro negacionismo mesmo, por defender uma ideologia ou político que é contrário à vacina, a pergunta que não quer calar é: se essa pessoa ou alguém da sua família ficar com a saúde muito comprometida ou até mesmo morrer devido às sequelas da covid-19, será que algum político vai bater na sua porta para ajudar a pagar a conta do hospital ou pelo menos oferecer um conforto espiritual quando necessário? Duvido muito.

Será que a cegueira política ou ideológica é tão grande que não conseguem se sensibilizar ao menos com os dados científicos, que demonstram que as pessoas que estão sendo mais afetadas hoje com internações ou complicações mais graves da covid-19 são exatamente aquelas que nunca se vacinaram ou deixaram de completar todo o ciclo de vacinação necessário para imunização. Será que estão tão “doentes” a ponto de não querer ver e compreender algo tão óbvio: que o número de internações e mortes diminuiu, consideravelmente, após a vacinação, mesmo com a chegada de novas variantes como a Ômicron, que é muito mais transmissível?  

Vale ainda alerta que, além desse negacionismo infundado e insano, que prejudica toda população brasileira, o fato dessa variante infectar vacinados e causar reinfecção indica que coronavírus continuará encontrando maneiras de romper nossas defesas, e assim podemos não atingir a “imunidade de rebanho”. E quanto menos pessoas imunizadas pior.

Lamentavelmente, o que mais se tem registrado nesses dois últimos meses, sobretudo pós festas do final de ano, são casos de pessoas não vacinadas ou que não completaram todo o ciclo de imunização internadas em estado grave por conta das complicações causadas pela covid-19. É o caso da própria atriz Elisângela, 67 anos, que foi internada ontem (20), em estado grave, em um hospital da Baixa Fluminense, com sequelas respiratórias da covid-19. Segundo confirmação da própria assessoria da atriz, ela é radicalmente contra a vacinação, como deixa claro nas suas próprias redes sociais, por isso não tomou nenhuma dose do imunizante contra a doença. Será que vale a pena passar por isso?

Como se não bastasse, toda hora a gente vê os negacionistas divulgando nas redes sociais que pessoas morreram ou ficaram com sequelas logo depois que tomaram a vacina contra a covid-19, como se não existisse mais outra causa agora, apenas “efeito colateral” dos imunizantes contra covid. A mais recente foi a matéria de uma cidade do interior de SP, Lençóis Paulista, que suspendeu a vacinação infantil após uma criança de 10 anos sofrer uma parada cardíaca 12h depois de receber a versão pediátrica do imunizante da Pfizer contra o coronavírus. Mas o resultado da investigação oficial feita pelo Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) apontou que a criança tem uma condição congênita que leva o coração a ter crises de taquicardia, características da síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW). Segundo a nota oficial, algumas destas crises podem ter frequência muito alta, levando até a síncope ou mesmo morte súbita, uma vez que a WPW é mais comum causa de morte súbita por arritmia ventricular. E quantos pais não deixaram de vacinar seus filhos por conta de uma notícia dessa?


Inclusive, os parlamentares federais que apoiam o presidente da República, vergonhosamente, fizeram questão de postar essa notícia em suas redes sociais, mesmo sem nenhuma comprovação científica ou ao menos esperarem pelo resultado da investigação, apenas para justificar suas ideologias políticas e aumentar a corrente dos negacionistas.

Enquanto há essa “corrente” que está mais preocupada em divulgar notícias falsas ou distorcidas, visando fins políticos, e esquece que o principal deveria ser cuidar da saúde dos brasileiros, só sabe quem passa pelo temor de quase perder um filho menor sabe tamanha é a importância da vacina contra a covid-19. Como aconteceu com a família Oliveira no Rio de Janeiro, em dezembro do ano passado. “Só quem passa na pela sabe o que é. O certo é vacinar todo mundo", diz Delmar Oliveira, pai de Matheus, menino de 8 anos, que venceu a Covid após 87 dias na UTI, que ainda hoje trata as sequelas da doença.

Mesmo não passando por isso, tenho um filho de 10 anos, e não tenho a menor dúvida, vou vaciná-lo porque confio na ciência, valorizo todo o trabalho dos pesquisadores/cientistas, médicos e demais profissionais de saúde, que estão exaustos há mais de 2 anos lutando para salvar vidas, além de me preocupar com as pessoas ao meu redor e do meu filho. E jamais iria me perdoar se ele corresse risco de vida porque eu não tive coragem de vaciná-lo, prefiro pecar pelo excesso de zelo do que correr risco do meu filho ter complicações ou sequelas da doença.     

Eu também não esqueço do depoimento marcante da médica intensivista e cardiologista de São Paulo, Ludhmilla Hajjar, agora em janeiro desse ano, que alertou sobre as UTIs lotadas de pacientes não vacinados contra a covid-19. “Tenho visto pacientes internados arrependidos de não terem sido vacinados. Eles chegam com a forma grave da doença, se arrependem, porém, já é tarde”, disse a médica. Ela constatou que enquanto pessoas imunizadas contra a covid-19 têm forma leves da doença, os não-vacinados, por outro lado, podem sentir o impacto de forma mais intensa. “A variável mais expressiva em relação ao perfil da doença, tem sido, definitivamente, o não vacinado”, confirma a médica, que inclusive foi cotada para substituir o ex-ministro Eduardo Pazuello na Saúde.  


Estudos de pesquisadores da própria Fiocruz publicados na plataforma Medrxiv também apontam que as quatro vacinas aplicadas no Brasil conferem uma proteção adicional significativa contra a infecção sintomática e as formas graves da Covid-19 em indivíduos que já haviam contraído o vírus da Covid previamente.  Inclusive esse estudo revela que no caso das vacinas com esquema de duas doses, a média de proteção contra hospitalização ou morte excede 80% 14 dias após o esquema vacinal completo, em comparação com pessoas previamente infectadas, mas não vacinadas.

É por todas essas e outras argumentação científicas, sem levar em conta nenhum viés ideológico ou político, que gostaria de fazer um apelo, mesmo que para muitos seja difícil seguir: deixem de divulgar notícias falsas (Fake News) ou matérias que realmente não tenham comprovação de que uma criança, ou qualquer outra pessoa, morreu por ter tomado a vacina contra o coronavírus. Não tente gerar dúvida sobre a eficácia das vacinas, espalhar medo sobre os não comprovados efeitos colaterais ou incentivar outras pessoas a não se vacinarem contra a covid-19, até mesmo para depois não se sentirem culpados.

É preciso sempre ter esperança e confiar mais na ciência do que nos políticos, só assim podemos ter dias melhores. Se a sua opção é não tomar a vacina, pode ser até um direito, mas guarde para você essa decisão, deixe de incentivar outras pessoas a deixaram de cuidar da própria saúde e correrem riscos. Acreditem na efetividade das vacinas contra covid-19, que já têm eficácia comprovada aqui e em outros países que iniciaram bem antes a vacinação, defendam os benefícios do esquema vacinal completo, confiem na ciência quando esta diz que é importante tomar todas as doses, inclusive a de reforço, e continuem adotando todas as medidas sanitárias. É preciso defender vacinas sempre porque já salvaram e continuam salvando muitas vidas.  

 

E como fica quando exigirem passaporte para os filhos?

Por conta disso desse tipo de notícia que já ouvi de várias amigas e familiares, que são mães como eu, ressaltando que não irão vacinar os filhos por receio dos efeitos da vacina. Inclusive alguns desses filhos, até já passaram da época de vacinar e ainda não tomaram sequer a primeira dose. A primeira pergunta que faço é se é justo impedir o direito do seu filho de ser vacinado.

E se a escola ou a universidade onde seu filho estuda, ou os locais onde ele costuma frequentar exigem o passaporte da vacina, o que você vai fazer, arrumar um falso? Ou vai contribuir para impedir seu filho de estudar ou frequentar locais que exigem esse documento? Já não basta terem passado mais de dois anos prejudicados, sem o rendimento escolar necessário, apenas assistindo aulas remotas? E se precisar de qualquer documento em um órgão público ou até mesmo em um hospital que exige a presença e o comprovante de vacina para entrar? Já se questionou sobre isso? Não basta o querer, temos que seguir as regras da coletividade.

 

Já nascemos tomando vacina, sem os pais questionarem seus efeitos

Infelizmente, vamos ter que conviver com a covid-19 como a gente convive hoje com a gripe. É justo que, “por medo de supostos efeitos coletarias”, tentar impedir os filhos de se vacinarem ou é melhor não correr risco deles terem alguma complicação ou sequelas mais graves devido à complicações da doença, que, inclusive podem levar à morte? E também não dá para entender é que tanto essas mães já nasceram tomando vacina como também já levaram seus filhos para vacinarem desde quando nasceram, qualquer criança toma 24 vacinas do SUS até completar 01 ano de idade, sem ao menos terem questionado possíveis efeitos colaterais, sem falar que vivemos um momento de pandemia, em que o direto coletivo deve prevalecer sobre qualquer direito individual. Vacinas sempre salvaram vidas! Sem falar das possíveis punições para os pais que forem omissos com os filhos.

 

Golpes até para conseguir o falso cartão de vacinação  

E infelizmente tem negacionista que ainda é criminoso, além de não querer ser imunizado, agora estão dando um jeito de arrumar o certificado falso de vacina para acessar locais onde é necessário comprovar a vacinação. Já há relatos, de pessoas que vão em um drive de vacinação, esperam os profissionais de saúde preencherem o cartão e depois que isso acontece deixam o local sem receberem o imunizante.  Além disso, no Rio de Janeiro, por exemplo, já foram flagrados e até presas pessoas vendendo certificados falsos de vacina por R$ 200,00. Pasmem, a quadrilha até já vendia ingressos e comprovantes falsos de vacinação próximo ao AquaRio, que exige esse comprovante. Dessa forma, além de colocarem em risco a vida delas e de outras pessoas, ao não tomarem a vacina, ainda seguem praticando outros crimes. É uma lástima.

 


Ministro Paulo Guedes/Foto de Washington Costa (ASCOM/ME)


Ministro da Economia diz que país tá pronto para vacinar em massa

Nesta sexta-feira (21), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil “está pronto para vacinar em massa, com a terceira, quarta e quinta doses”. Durante uma live promovida pelo Fórum Econômico Mundial, ele ainda ressaltou que o país já vacinou 95% da população adulta contra a covid-19.  

 

É preciso pensar menos em política e cuidar mais da capital

Gente, vamos pensar menos em política e cuidar mais da capital. Já que não deu para resolver até agora o problema do transporte coletivo de Teresina, dá pelo menos para tapar os buracos da cidade? Tem um buraco enorme perto da linha férrea, na avenida Higino Cunha, logo na subida do viaduto. Depois do antigo CFAP/PM também merece atenção, e a avenida Poti Velho, no bairro Santa Maria da Codipi, tá parecendo mais uma peneira de tanto buraco. Então, não basta botar placas em locais perigosos na época da chuva, a prefeitura tem que fazer o reparo nesses buracos das vias públicas, até para evitar acidentes.  

 

Repercutindo no site Antagonista

E por falar em política, o site Antagonista repercutiu uma matéria sobre a exigência do prefeito de Teresina, José Pessoa Leal, o Dr. Pessoa, para comandar o PL, postando a matéria “Para dar palanque a Bolsonaro, prefeito exige diretório do PL por 6 anos”. Durante uma entrevista e em conversa com correligionários, o prefeito da capital fez o seguinte comentário “Não vou receber um partido por dois anos, por um ano, etc. Eu vou querer que esteja lá no papel uma cláusula de receber esse partido por no mínimo, no mínimo, 6 anos de comando pelo grupo do Pessoa”, disse o prefeito.

 


Prefeito também pediu respeito com terceira via

E hoje pela manhã, em entrevista ao portal GP1, o prefeito de Teresina pediu respeito ao governador Wellington Dias após o chefe do Executivo Estadual comentar que se o presidente Jair Bolsonaro entrasse para o PL este seria considerado um partido de oposição. "Eu só gostaria que todos os dois lados respeitassem minha decisão de trabalhar uma terceira via", declara o prefeito, referindo ao Governador e ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. Até o momento, não há nenhuma orientação do governo para que os vereadores do PT deixem a base do prefeito, o próprio governador Wellington Dias confirmou isso ao declarar que “cabe a Dr. Pessoa definir se mantém petistas nas prefeituras de Teresina.

 

Secretário de Saúde está tendo uma boa recuperação

O secretário estadual da Saúde, Florentino Neto, postou hoje nas redes sociais que está se recuperando bem da Covid. “Sigo com o meu isolamento domiciliar e trabalho! Ontem, realizei alguns exames médicos e segundo a avaliação do Dr. Noronha, tudo vai bem. Graças a Deus!”, afirma o gestor

 


Presidente da República está de luto

Faleceu nesta sexta-feira (21) a mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 94 anos. Ela estava internada num hospital em Registro (SP) desde a última segunda-feira (17). O presidente postou a notícia em suas redes sociais. Que Deus o ilumine nesse momento de dor.


Todo cuidado é pouco

No mundo virtual, cada vez mais, vale a alerta de que todo cuidado é pouco. É cada vez mais comum a ação de alguns criminosos marcando encontros através de aplicativo ou site de relacionamento para realizar sequestro-relâmpago. Eles tentam conhecer a vítima nas conversas virtuais, depois marcam um encontro e daí forçam a vítima a fazer transparência bancária, via Pix, pagar boletos, fazer saques ou usar os cartões de crédito para compras. E tem até sequestrador se passando por “gostosona apaixonada” para conseguir atrair o “pato”, ou melhor, a vítima.  

 





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