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A fome dói e choca


A fome dói e choca

Como se não bastasse ver a população enfrentar uma fila para conseguir doação de ossos em um açougue em Cuiabá, cena de moradores em situação de vulnerabilidade procurando comida no caminhão de lixo em um bairro nobre de Fortaleza choca todo país.

Inclusive, o registro mostra uma idosa disputando, junto com outros homens e mulheres, o lixo na porta de um supermercado no bairro Cocó, considerado nobre na capital cearense. É algo que fere a dignidade humana.


O flagrante foi feito por um motorista de aplicativo, André Queiroz, o Jornal Diário do Nordeste publicou e logo viralizou nas redes sociais, tamanha foi a repercussão negativa dessa notícia lamentável postada no último domingo (17).

Até julho de 2021, quando foi exibida a reportagem do açougue em Cuiabá, que teve de aumentar a doação de ossos, de uma para três vezes por semana, durante a pandemia, eram dezenove milhões de brasileiros (19,1 milhões) que não sabia se iam conseguir alguma refeição para o dia. Dois anos atrás, eram 10 milhões. Na ocasião, a dona do açougue, Samara Rodrigues de Oliveira, chegou a se emocionar dizendo que ”tem gente que pega e já come cru, ali mesmo". Como ficar indiferente diante de cenas como essa?

Esperamos que essa triste realidade não aumente ainda mais e que o Brasil não seja reconhecido pelo país da fome e da miséria, mas sim pelo país que superou a pandemia e todos os seus efeitos drásticos, inclusive a fome.

 

Efeito da pandemia 

Essa cena revela um dos agravantes da pandemia, que deixou milhares de desempregados no Brasil e elevou o custo de vida no país e em todo mundo. Para muitos, fazer uma ou mais de uma refeição por dia tornou-se luxo, infelizmente. Para os que defendem o governo Bolsonaro esta é uma consequência do “fique em casa” e para aqueles que são contra é efeito da política desastrosa do governo federal, que não consegue controlar a inflação, aumenta o preço dos combustíveis, dos alimentos, enfim eleva o custo de vida. Desde o início da pandemia até julho desse ano, o arroz ficou 56% mais caro e o preço do feijão preto aumentou 71%. Mas não adianta culpar X ou Y sem achar uma solução para amenizar esse sofrimento, a situação dessas pessoas que disputam comida no lixo representa falta de dignidade humana, que envergonha o país.

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil 


Ameaça de greve dos caminhoneiros

Mais uma vez o país vive sob a ameaça de greve dos caminhoneiros, que já planejaram até data, a partir do dia 1 de novembro. Eles já estão em estado de greve e exigem cumprimento do frete mínimo e uma nova política de preços para os combustíveis. No final do mês de julho desse ano, os caminhoneiros chegaram a convocar uma greve dos transportes para o dia 25 de julho, iniciando um movimento no dia de São Cristóvam, 26 de julho, porém, mas a greve foi esvaziada no dia seguinte (27 de julho).

 

Preços dos combustíveis nas alturas

Esse ano tivermos quase uma dezena de reajuste no preço dos combustíveis, a Petrobras já fez nove reajustes em 2021. Gasolina  subiu 28% na bomba em 2021, mais precisamente acumula alta de 27,5%, segundo o IBGE. Em janeiro desse ano, no Piauí estava pagando pelo litro da gasolina cerca de R$ 4,70. Hoje a média de preço varia de R$ 6,89 e R$ 6,79, sem nenhum reajuste no valor do ICMS, o último aumento aconteceu em 2017. E quando um posto faz uma promoção aqui no Estado o valor do litro da gasolina é no mínimo R$ 6,59.

 

Reduzindo o ICMS é garantia de não reajuste dos combustíveis?

Essa é a pergunta que não quer calar: se o preço dos combustíveis está aumentando tanto, mesmo sem os Estados reajustarem a alíquota do ICMS, se permanecer a mesma política de preços da Petrobrás, hoje atrelada ao dólar, o problema relativo ao aumento no valor dos combustíveis será mesmo solucionado, sem os sucessivos aumentos? Quem garante que apenas reduzindo a alíquota de ICMS com o projeto já aprovado na Câmara Federal não representa apenas mais uma perda de receita para os Estados, já afetados com os efeitos negativos da pandemia?

 

Piauí pode perder quase R$ 500 milhões por ano

E aqui no Piauí essa queda pode ser bastante significativa, a estimativa do impacto fiscal da medida aprovada na Câmara para 2022 pode chegar a 500 milhões por ano, mais precisamente cerca de R$ 468 milhões. Vale ressaltar que a arrecadação do ICMS dos combustíveis representa uma média de 25% da arrecadação geral do Estado.

 

Preconceito vergonhoso

Além de muitas consequências negativas na economia mundial na vida das pessoas, muita gente não aprendeu com a pandemia. A cena de pessoas no lixo procurando comida choca, mas a atitude do ser humano mesmo depois de passar por um momentos tão difíceis também deixa a gente triste. A história relatada pelo juiz do Tribunal de Justiça do Pará, André Alencar Spíndola, que foi alvo de críticas e preconceito pelo fato de andar de forma simples, de chinelos e bermuda, em uma feira, só demonstra que muitas pessoas não aprenderam nada mesmo, ou seja, o mundo não melhorou depois da pandemia e muito menos as pessoas.  Ele relatou em seu perfil no twitter, que recebeu uma crítica de uma pessoa próxima por não se “portar como um juiz”. Como se juiz fosse obrigado a andar todo engravatado e não pudesse frequentar locais populares. “O que é ter porte de juiz? Agora só pq eu passei no concurso não posso comer na feira? Não posso ir em um lugar simples? Tenho que sempre andar arrumado, na pose, bancando o fino e elegante?”, questiona André. Se até Jesus Cristo, para quem acredita na Bíblia, andava de forma simples, por que com magistrado tem que ser diferente?

 


“Juiz com a cabeça de estagiário”

O juiz ainda fez críticas à “visão glamourosa” que se tem sobre magistrados. “Me falaram que sou juiz, mas com cabeça de estagiário, que eu não tenho bom senso”. Segundo André, ele pode ter “todo dinheiro do mundo”, mas não deixará de viver a vida simples que leva, principalmente porque é de origem humilde. Além disso, “não me importo com status, que não preciso estar usando roupa de marca pra me sentir bem vestido. Adoro sair por aí de bermuda e chinelo, e isso não define quem eu sou”, ressalta o juiz. Quem lê a mensagem, mesmo sem o conhecer, logo vira fã. Se mais pessoas pensassem assim, o mundo seria bem melhor.

 

Retorno das aulas presenciais

Aos poucos as aulas presenciais vão sendo retomadas, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE-PI) cobra rigor do governo estadual em relação ao cumprimento das medidas sanitárias. “Muitas escolas estão sem condições mínimas para receber os estudantes e os profissionais de educação”, diz a presidente do SINTE, Paulina Almeida.

 

Nota do SINTE

“O Sinte Piauí manifesta publicamente a extrema preocupação com a forma intempestiva com que a secretaria de educação do estado do Piauí (Seduc Piauí), por meio da Portaria Nº 1442/2021, procura viabilizar o retorno das aulas na modalidade presencial na rede pública estadual. Em escolas que não têm condições de garantir a proteção contra a contaminação, o retorno obrigatório das aulas presenciais expõe as crianças e jovens e os servidores da educação ao risco de contrair o vírus da covid-19.

No curso da crise sanitária sempre nos posicionamos em defesa da vida. Neste sentido, deixamos evidente, sustentados por pareceres técnicos formulados por especialistas das áreas da saúde e da educação, que o retorno das aulas presenciais só deveria ocorrer com a vacinação, aliada a recuperação estrutural das escolas e ao efetivo cumprimento dos protocolos higiênico-sanitários.

Nós, mais do que qualquer gestor, estamos ávidos pelo retorno a sala de aula com nossos alunos. Mas, como protagonistas da comunidade escolar, temos o dever de cobrar condições seguras para este retorno, o que não se esgota com a cobertura vacinal.

É fato que a maioria da categoria está vacinada. No entanto, também é fato que poucas escolas têm condições de recepcionar os estudantes e trabalhadores em educação com a segurança sanitária necessária, incorrendo em um potencial risco de agravo epidemiológico, de novos picos da Covid-19.

Nenhuma melhoria no Ideb pagará uma única vida perdida pela irresponsabilidade de obrigar o retorno das aulas presenciais sem segurança. Neste contexto, o Sinte Piauí sublinha que tanto a adoção, quanto o cumprimento das medidas de prevenção e controle para Covid-19 são de responsabilidade das escolas, alunos, pais, colaboradores, portanto cabe ao Conselho Escolar avaliar as reais condições de cada escola para o retorno das aulas presenciais”, diz a nota assinada pela direção do SINTE.

 

Falta transporte escolar em alguns municípios 

E mesmo quando as escolas estão preparadas, a falta de transporte escolar é uma realidade em muitos municípios do Estado, como Picos, Campo Grande do Piauí e São João da Canabrava. Os alunos não têm como frequentar as escolas por conta da falta de ônibus (transporte escolar) para levá-los para as escolas.

 

É importante acelerar a vacinação dos adolescentes

A partir do dia 01 de novembro já devem retornar as aulas do primeiro e segundo ano. Por isso, é importante que seja agilizada a vacinação dos adolescentes, a fim de que essa volta às aulas seja feita de uma forma mais segura.

 

Calor "de matar"

Os piauienses têm que ficar muito atentos e redobrar os cuidados com a pele, alimentação e hidratação do corpo, principalmente não esquecendo de beber muita água nesse B-R-O-Bró.  Em Piripiri (região norte do Estado), por exemplo, no último domingo (17) foi registrada a mais alta temperatura do país, os termômetros marcaram 39.7ºC.  Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), outros seis municípios do estado também estão na lista das 20 cidades do país com as maiores temperaturas. São eles: Bom Jesus (39.4ºC), Floriano (39.3ºC), Alvorada do Gurgueia (39.2ºC), Teresina (38.8ºC), Canto do Buriti (38.4ºC) e Caracol (37.9ºC).

 


Calor de queimadas

E nessa época do ano também devemos aumentar os cuidados em relação às queimadas. Hoje, por exemplo, teve um incêndio em frente a um condomínio de luxo na BR-343, localizado na saída para Altos. Nessa época do ano, o Corpo de Bombeiros tem muito trabalho para apagar as queimadas, tanto na capital quanto no interior do Estado, e ainda tem que se desdobrar para ajudar em outras atividades, como afogamentos.

 


Final de semana trágico

O Piauí teve um final de semana triste e atípico, de muitas mortes relacionadas a acidentes com crianças. Tanto as vítimas do acidente com o ônibus na BR-135, em Colônia do Gurguéia (sul do Estado, como o da canoa que virou no Rio Parnaíba em Antônio Almeida vitimou crianças, sendo três delas mortas apenas no acidente de sábado (16) envolvendo o ônibus, inclusive dois irmãos, de 02 anos de idade, e outra criança de 09 anos.  E no acidente com a canoa que virou com 11 pessoas no domingo (17) também faleceu mais uma criança, Maria Júlia Bezerra Magalhães (5 anos). Só de pensar no sofrimento da mãe, Julianne Bezerra Magalhães (36 anos), que de início conseguiu sobreviver mas ao voltar nadando para ver se encontrava a filha terminou se afogando, é muito dolorido. A nossa solidariedade a todos os familiares das vítimas desses dois acidentes, sobretudo dos quatros mortos e da Fernanda dos Santos (18 anos), que estava desaparecida, mas nessa terça-feira (19) o corpo foi encontrado. Seis pessoas sobreviveram.

 

Covid no Piauí

A Secretaria Estadual de Saúde do Piauí divulgou na segunda-feira (18) que foram registrados 143 casos confirmados e 02 óbitos de Covid-19. Dos 143 casos confirmados da doença, 81 são mulheres e 62 são homens, com idades de 02 a 83 anos. Dois homens foram vítimas da Covid-19. Eles eram naturais de Miguel Leão (74 anos) e Teresina (40 anos). Os casos confirmados no estado somam 323.137 em todos os municípios piauienses. Já os óbitos pelo novo coronavírus chegam a 7.070 e foram registrados em 223 municípios.

 

Leitos ocupados por Covid-19

Dos leitos existentes na rede de saúde do Piauí para atendimento à Covid-19, há 198 ocupados, sendo 112 leitos clínicos, 81 UTIS e 5 leitos de estabilização. As altas acumuladas somam 23.114 até o dia 18 de outubro de 2021. A Sesapi estima que 315.869 pessoas  já estão recuperadas







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