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Multidão de endividados e desassalariados

@Divugação
Multidão de endividados e desassalariados

Antes, durante e após a pandemia uma multidão de endividados e desassalariados ganhou as ruas das cidades.

            Antes da pandemia os arquivos de endividados eram bem menores, menos cheios, entretanto, durante e após milhões de brasileiros tiveram as dívidas aumentadas geometricamente. E ficarão difíceis de serem quitadas senão com multas descontos, porquanto não há outro meio plausível de liquidação. Os salários jamais serão ajustados compativelmente e em condições favoráveis que os endividados obtenham para liquidar as dívidas preexistentes; por conseguinte, os endividados jamais terão como encerrar os seus débitos porque os salários foram diluídos pelos constantes aumentos dos produtos. E os que pretendem receber de qualquer jeito os seus créditos dos devedores sacrificados pelo aumento terrível das dívidas pela inflação, com os juros, multas e correção.

            Os milhões de endividados ficarão sujeitos à condição de permanentes devedores. Se os credores não flexibilizarem, ainda mais, as condições de pagamento com dinheiro emprestado de outra fonte e, agora, duplamente devedores.

            O cenário dos endividados é obscuro e imprevisível. Os empregos sumiram, bem assim os pequenos negócios onde os endividados conseguiam recursos para sua sobrevivência e para pagar as suas dívidas provenientes da atividade negocial que mantinham.

            O Governo Federal liberou quase 800 bilhões de reais para socorrer emergencialmente os 68 milhões de brasileiros que perderam empregos e pequenos negócios, bem como para os autônomos que também foram tragados pela crise da Covid-19.

Esse quadro social tragicômico, provocado pela pandemia, ainda está bastante grave, ainda que a doença haja diminuído na sua intensidade e na quantidade de mortes. As vacinas ajudaram muito na redução dessas dificuldades sanitárias quanto à escalada da Covid. E o Governo já respira mais aliviado nos três níveis federativos e a tendência factível é as atividades econômicas voltarem à plena negociação da economia, porquanto a quantidade de vacinas segue fortemente para o final, com todos vacinados.

            Portanto, vislumbram-se uma solução à ação mortífera da Covid-19; E, com isso, a plena capacidade de trabalho do comércio, da indústria e de serviços. Nessa nova cosmovisão socioeconômica, o País voltará à plena atividade funcional e formal e passará a recuperar as fontes de riquezas perdidas e/ou solapadas pela Pandemia da Covid-19, que não será uma atitude fácil. Espera-se, entretanto, que os agentes políticos de quaisquer origens da suposta esquerda, à direita raivoso ou qualquer critério neste sentido.

MAGNO PIRES é Diretor-geral do Instituto de Águas e Esgotos do Piauí – IAE-PI, Ex-Secretário de Administração do Piauí e ex-presidente da Fundação CEPRO, advogado da União (aposentado), professor, jornalista e ex-advogado da Cia. Antáctica Paulista (hoje AMBEV) por 32 anos consecutivos.

 





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