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Tempo seco e baixa umidade contribuem para surgimento do “olho seco”

Tempo seco e baixa umidade contribuem para surgimento do “olho seco”

Os teresinenses já começaram a sentir os primeiros efeitos do período mais quente do ano, o B-R-O BRÓ. A alta temperatura na cidade e a baixa umidade do ar trazem perigos para o corpo todo, como o surgimento da síndrome do olho seco.

 

Segundo o oftalmologista Mateus Vilar, até o final do ano, os teresinenses devem redobrar a atenção com a lubrificação dos olhos, pois nesse período podem ocorrer alterações na qualidade do filme lacrimal.

 

“A lágrima é a grande responsável por alimentar, proteger, oxigenar e limpar a superfície dos olhos. Elas ainda mantêm lisa a córnea, que é a lente externa do olho e uma das estruturas oculares responsáveis pela refração. O tempo mais seco contribui na evaporação da camada aquosa da lágrima, trazendo vários problemas e agravando a síndrome do olho seco”, ressalta.

 

Outros fatores estão diretamente relacionados ao surgimento do olho seco como poluição, vento, uso excessivo de ar condicionado e lentes de contato. “Coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, visão embaçada que melhora com o piscar, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz e desconforto após uso de aparelhos eletrônicos”, são alguns dos sintomas elencados pelo oftalmologista.

 

Mulheres são mais afetadas

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome do olho seco afeta mais as mulheres, três mulheres para cada homem sofrem com a doença. O especialista explica que uma das causas são os hormônios sexuais femininos, além de outros fatores.

 

“Nas mulheres verificamos alteração na córnea durante o ciclo menstrual, na gravidez e na menopausa. São variações na espessura, hidratação, curvatura e também na sensibilidade. Outros fatores são o contato da mucosa ocular com cosméticos, o uso prolongado de pílula anticoncepcional e o uso maior de lentes de contato pelas mulheres. O risco de desenvolver olho seco aumenta três vezes com o desgaste das lentes de contato, isso porque as lentes aumentam a evaporação da lágrima”, pontua.

 

O tratamento da doença normalmente é feito associando medidas de controle ambiental ao uso de lágrimas artificiais. Porém, há casos que são necessários outros recursos, como suplementação dietética, procedimentos como a Pulsação Térmica (LIPI FLOW), entre outros. Em todos os casos, tanto o diagnóstico como o tratamento adequado deve ser indicado por um oftalmologista”, pontua o profissional.





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