Juíza bloqueia R$ 200 milhões de Scarpa e Palmeiras a pedido do Fluminense
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06/08/2018 - 13:53 hs

Juíza bloqueia R$ 200 milhões de Scarpa e Palmeiras a pedido do Fluminense

Em decisão na última sexta-feira, a juíza Dalva Macedo concede prazo de cinco dias para atleta e Verdão depositarem quantia em juízo

Por Yago Machado

O imbróglio jurídico entre Gustavo Scarpa e o Palmeiras teve novo capítulo nesta segunda-feira. A juíza Dalva Macedo, da 70ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, atendeu solicitação do Fluminense pelo bloqueio de R$ 200 milhões do Verdão e do atleta. A quantia precisa ser depositada em até cinco dias.

O objetivo da determinação é assegurar o pagamento do valor referido no caso de o Fluminense ganhar ações futuras contra Scarpa. A determinação não altera a liberação do jogador de atuar pelo Palestra, garantida graças a um habeas corpus concedido pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Curiosamente, no texto redigido por Dalva Macedo, a juíza escreveu o numeral “R$ 200.000,00”, mas escreveu duzentos milhões de reais. Caso não aconteça uma correção, isso poderá servir de base para o departamento jurídico do Palmeiras entrar com recurso quanto ao caso.

O Palmeiras, por meio de seu departamento jurídico, se manifestou sobre o caso:

“O processo corre em segredo de justiça. A ordem judicial ainda não chegou ao conhecimento do Palmeiras, mas admira a ordem ter chegado ao conhecimento da imprensa antes de chegar ao conhecimento do próprio Scarpa. É preciso que fique claro que o Palmeiras não é parte nesse processo. O Palmeiras nunca se manifestou nem nunca chegou a discutir ou exercer qualquer ato de defesa nesse processo. Portanto, qualquer ordem em relação ao Palmeiras é claramente abusiva, excede completamente os limites processuais e não deve subsistir.”

No final de 2017, Gustavo Scarpa entrou na Justiça contra o Fluminense por conta de R$ 9 milhões devidos pelo clube ao jogador, entre salários, direitos de imagem e outras pendências. Em janeiro, o meia conseguiu a rescisão contratual na Justiça do Trabalho do Rio de Janeiro e assinou com o Palestra por cinco temporadas.

O novo capítulo no imbróglio jurídico aconteceu justamente no melhor momento o primeiro período de Scarpa no Palmeiras. Após uma longa pré-temporada, o camisa 14 marcou seus primeiros gols pelo clube pouco antes de a rescisão ser publicada pelo BID (Boletim Informativo Diário) da CBF.

Após o TST (Tribunal Superior do Trabalho) conceder habeas corpus ao jogador, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) publicou no BID (Boletim Informativo Diário) a rescisão de contrato de Scarpa com o Fluminense. Desde então, o meia teve seu destino nas mãos e optou pelo Alviverde.

O atleta e seus empresários tinham uma oferta milionária de um clube da Arábia Saudita, além de sondagens do Benfica-POR. A opção do jogador, porém, foi reassinar seu contrato com o Palestra, no valor de 6 milhões de euros, pagos em luvas a Scarpa – este havia sido suspenso por cláusula contratual em virtude do imbróglio jurídico com o Fluminense.

No entanto, independentemente da decisão do meia, o Fluminense entrará com recurso no TST. Se conseguir derrubar o habeas corpus, o Tricolor volta a ter o vínculo do atleta. Se ele tivesse optado pela Arábia, o procedimento seria o mesmo, sendo que caso o clube estrangeiro descumprisse ordem do TST, o time das Laranjeiras poderia acionar a Fifa, que tem órgãos para definir a situação.







Gazeta Esportiva

 












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