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15/05/2018 - 15:28 hs

Fudação confirma 46 casos de H1N1 na capital e 2 mortes

Segundo o boletim divulgado nesta terça-feira (15), desde janeiro de 2018, foram confirmados 28 casos de síndrome respiratória aguda grave e 18 casos de Síndrome Gripal positivos para H1N1

O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Sílvio Mendes, e os diretores das unidades hospitalares da capital, estiveram reunidos, na manhã desta terça-feira (15), para discutirem estratégias a serem tomadas diante da situação do aumento no número de casos positivos para H1N1 na capital. Novo boletim foi divulgado hoje, onde expõe que desde janeiro de 2018, foram confirmados 28 casos de síndrome respiratória aguda grave (casos com necessidade de internação e notificação compulsória) e 18 casos de Síndrome Gripal (casos sem complicações) positivos para H1N1, totalizando 46 casos.

“Infelizmente, nós não tivemos a quantidade de doses de vacina para imunizar toda a população, então temos que continuar seguindo as prerrogativas do Ministério da Saúde de vacinar apenas as pessoas do público alvo da campanha. Isso causa ansiedade, porque se anuncia o crescimento de casos. Esses números cresceram mais do que esperávamos e queremos, com essa reunião, chamar atenção dos diretores para que todos redobrem a atenção aos serviços de urgência dos hospitais de Teresina. Não devemos suportar nenhum tipo de falta de profissionais sem boa justificativa. Temos que manter todo tipo de vigilância para que os pacientes sejam diagnosticados o mais rápido possível para evitarmos complicações de síndromes gripais”, afirmou Sílvio Mendes, presidente da FMS.

A diretora de epidemiologia da FMS, médica Amparo Salmito, falou da importância de manter o paciente com síndrome gripal bem hidratado. “Devemos insistir na hidratação daquele paciente. Urinar transparente. Analisar o quadro clínico e, se necessário utilizar no tratamento do paciente o medicamento antiviral Tamiflu, que pode ser uma medida salvadora”, informou ela. A médica ressaltou ainda que todas as unidades hospitalares de Teresina estão abastecidas com o medicamento.

Foram registrados até o momento dois óbitos em decorrência de síndrome respiratória aguda grave pelo vírus H1N1 em Teresina. A primeira morte foi de um motorista de iniciais F.L.S, 52 anos. Ele se recusou a ficar internado na primeira ida ao hospital, quando apresentou os sintomas, e quando retornou, já estava em estado gravíssimo. O segundo caso aconteceu com uma mulher que faleceu em um hospital privado no começo do mês. Ela tinha por volta de 50 anos, era diabética, cardiopata e pneumopata. Outros três casos estão sendo investigados no momento.

Vale ressaltar que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, de notificação compulsória, acontecem entre pessoas com comorbidades, o público alvo da campanha de vacinação. Na rede pública, a vacina contra a gripe está disponível somente para os indivíduos com 60 anos ou mais de idade, as crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade, as gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto), os trabalhadores da saúde, os professores das escolas públicas e privadas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. Teresina aguarda nova remessa de vacinas que serão enviadas pelo Ministério da Saúde, responsável pelo fornecimento das doses.

 












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