Liga das Nações terá premiação igual para homens e mulheres
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15/05/2018 - 12:41 hs

Liga das Nações terá premiação igual para homens e mulheres

O novo torneio substituirá os já tradicionais Grand Prix e Liga Mundial e terá alterações no regulamento

Por Yago Machado

Buscando mudanças, a Federação Internacional de Vôlei implantará algumas novidades na Liga das Nações, torneio de seleções que tem sua estreia marcada para esta terça-feira. Para além do calendário, que era o mesmo há quase 30 anos, as alterações passarão desde a fórmula de disputa da competição até a premiação aos atletas campeões, que será igual para homens e mulheres.

O novo torneio substituirá os já tradicionais Grand Prix e Liga Mundial e terá alterações no regulamento. As 16 seleções se enfrentam entre si na primeira fase e apenas seis delas se classificarão para a fase final. Pelo maior número de jogos, a competição será mais longa do que o habitual.

“A ideia da mudança chegou depois de uma análise e da conclusão de que o vôlei dava voltas sem sair do lugar. O formato das competições tinha muitas variações de um ano para o outro. Não eram um formato claro. O público não entendia muito bem a classificação das equipes”, afirmou o secretário da FIVB, Luiz Fernando Lima.

“Nós tínhamos uma extensão de público muito baixa, vínhamos avançando a passos muito lentos. Tínhamos uma estrutura de três décadas, mas era preciso dar uma guinada em beneficio ao público do vôlei. O vôlei feminino e o masculino têm uma qualidade que nenhum outro esporte tem: as duas competições conseguem atrair o mesmo interesse midiático e patrocinadores. É o esporte coletivo mais equilibrado em alto nível”, completou.

O prolongamento do torneio, porém, preocupa Zé Roberto e Renan Dal Zotto, técnicos das seleções masculina e feminina, respectivamente, por conta do desgaste físico. Luiz Fernando Lima admitiu que o calendário ainda não é ideal e que deve receber ajustes para países como Brasil, que possuem uma liga nacional forte, não sejam prejudicados.

“O calendário não é o ideal, mas é o possível hoje. Ou você espera a janela necessária, que se adeque aos compromissos, ou você parte para o sacrifício. E o sacrifício valia a pena. Porque acreditamos vai trazer muitos benefícios. Traz um peso, são cinco semanas intensas. É uma longa temporada, mas não são todos os países com uma liga nacional forte. O importante é mostrar que não dava para esperar”, apontou o secretário, que também ressaltou a ampliação no limite de atletas inscritos por cada seleção, de 18 para 21.

Uma das alterações mais aguardadas diz respeito à premiação. As equipes campeãs, seja do campeonato masculino, seja do feminino, ganharão ambas 1 milhão de dólares pelo título. Desta forma, a Federação atende aos pedidos, em maioria por parte das mulheres, ao igualar a premiação para os dois gêneros. Antes, as equipes masculinas ganhavam uma quantia maior do que as femininas ao se sagrarem campeãs.

Por fim, a FIVB promete investir pesado na forma de transmissão das partidas e na maneira como o público se identificará e se relacionará com o esporte. Um canal de TV oficial passará a transmitir jogos ao vivo e conteúdos exclusivos do vôlei internacional. As arenas, por sua vez, passarão a presenciar cada vez mais espetáculos

“O objetivo principal é apresentar para o público de uma nova maneira. Fazer com que ele se sinta parte do evento. Vôlei permite isso, com um intervalo longo entre pontos, sets e pedidos de tempo. Isso traz o público para participar. Isso vem desde a entrada do Ary Graça na presidência. Fizemos, em 2013, os primeiros testes, na fase final da Liga Mundial, na Argentina. Em 2014, foi o primeiro ano que testamos recursos do desafio. Em 2016, na Olimpíada, lançamos algumas novidades, como o monster block. Vimos que esse conceito estava pegando o torcedor. Eram 12 mil pessoas para celebrar um bloqueio, uma coisa incrível de ver”, disse Luis Fernando.

“Acho que estamos no caminho certo. Na TV também. Queremos garantir que todos verão a mesma produção, sem olhar especial especial para o time da casa. Essa neutralidade absoluta procura valorizar o individual dentro do vôlei. O fã sempre vai se identificar com o indivíduo antes de coletivo. Os jogadores fazem história e criam valores para o coletivo”, completou.

Pela Liga das Nações, a seleção feminina do Brasil estreia nesta terça-feira, contra a Alemanha. A partida começa a partir das 15h05 (horário de Brasília), no Ginásio José Corrêa, em Barueri, na Grande São Paulo.

 

 

 

 

Gazeta Esportiva

 












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