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12/01/2018 - 19:26 hs

Empresário que matou caminhoneiro ganha liberdade

Flávio Silva de Sousa matou o caminhoneiro Helvécio Maia dos Prazeres, 75 anos, em maio de 2010, depois que o filho dele foi morto em um acidente envolvendo outro caminhoneiro

O empresário Flávio Silva de Sousa ganhou liberdade, ele é acusado de ter matado por engano o caminhoneiro Helvécio Maia dos Prazeres, 75 anos, para vingar a morte do filho Flávio Sousa e Silva Filho, 32 anos, que morreu quando estava conduzindo uma L200  e foi atingido por uma caminhão em abril de 2010.  

O crime cometido pelo pai do jovem que morreu no acidente aconteceu em maio do mesmo ano, no cruzamento das avenidas Dom Severino e Presidente Kennedy, na zona Leste de Teresina.  

Nesta sexta-feira (12). a juíza da 2ª Vara Criminal, Maria Zilnar, extinguiu  a pena do empresário, quando o mesmo foi submetido a júri popular no Fórum Criminal de Teresina.  A juíza fixou a pena em 4 anos e 08 meses, mas o empresário já cumpriu o prazo determinado pela Justiça, por isso agora ficará em liberdade.  Ele já cumpria prisão domicilitar desde outubro de 2011. 

"Condeno o acusado ao pagamento das custas processuais; comprovado o pagamento integral da pena imposto ao acusado declaro extinta a referida pena e determino em favor do acusado seja expedido o competente alvará de soltura dado que se encontra em prisão domiciliar", disse a juíza, ao proferir a sentença.  

Antes da decisão, a maioria dos integrantes do Conselho de Sentença, mesmo responsabilizando o empresário pela autoria do homicídio, acompanhou a tese da defesa, segundo a qual  o reú agiu sob forte emoção, por ter perdido o filho, e ainda decidiu pela diminuição da pena. 

Durante o julgamento, o advogado do empresário, Eduardo Faustino, alegou que o crime não teve motivo torpe, uma vez que fazia menos de 20 dias que o empresário tinha perdido o filho, portanto, estava ainda sob uma forte emoção.

Já o promotor de Justiça, Régis Marinho, pediu a condenação do empresário por homicídio, alegando motivo torpe e ainda que a vítima não teve nenhuma chance de defesa

Ao terminar o julgamento, o empresário preferiu não comentar nada sobre a sentença e recebeu o apoio de familiares e amigos, que estavam vestidos de branco, em solidariedade ao empresário.

 

 

 












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