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06/12/2017 - 19:45 hs

MP denuncia o capitão da PM Allison Watson pela morte de Camila Abreu

Ele foi denunciado pelo crime de feminicídio qualificado por motivo fútil (ciúmes da vítima) e recurso que impossibilitou defesa por parte da vítima; ocultação de cadáver e fraude processual

Por Luciana Azevedo

O Ministério Público Estadual, através da 13ª Promotoria Criminal de Teresina, ofereceu denúncia, na última terça-feira (06), contra o capitão da Polícia Militar Allison Watson pela morte da namorada, a estudante de Direito Camila Abreu.

De acordo com a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça João Mendes Benigno Filho, o capitão irá responder por quatro cirmes: pelo crime de feminicídio qualificado por motivo fútil (ciúmes da vítima) e recurso que impossibilitou defesa por parte da vítima; ocultação de cadáver e fraude processual.

O inquérito da polícia Civil, presidido pelo Delegado Francisco Costa, o Barêtta, da Delegadica de Homicídios, também apontou para materialidade do homicídio doloso praticado pelo Capitão da PM-PI. Ele foi indiciado por três crimes: homicídio duplamente qualificado por feminicídio e sem chances de defesa à vítima; ocultação de cadáver; e fraude processual. O documento foi entregue na última quinta-feira (30) à Corregedoria da Polícia Civil e ao Poder Judiciário.  

O crime que culminou com a morte da estudante Camila Abreu aconteceu no dia 19 de junho desse ano, depois que o casal saiu de um quiosque na avenida principal do bairro Morada do Sol e foi deixar uma amiga em casa. Mas o corpo só foi encontrado depois na zona rural de Teresina, no povoado Mucuim. 

O próprio capitão da PM acompanhou os policiais para dizer onde abandonou o corpo. Imagens das câmeras de segurança de uma loja de venda de bancos de carros  mostraram que ele ainda tentou ocultar provas, trocando o banco do carro, que ainda estava manchado de sangue,  mesmo depois do policial ter levado o veículo para lavar em um lava jato, depois que não conseguiu vender o veículo em Campo Maior.  

No último dia 17 de novembro, a perícia do Instituto Médico Legal (IML) divulgou o laudo completo sobre a morte da estudante, no qual constava que a jovem passou por um “intensivo sofrimento” antes de ser baleada. O documento ainda revelou que, antes de falecer, Camila sofreu lesões no tronco e em uma das pernas. Só depois foi morta com um tiro na cabeça.

 

 

 












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