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12/02/2019 - 10:57 hs

Acusados de executar agente são pronunciados

Os acusados foram pronunciados e continuam recolhidos na Penitenciária Mista de Parnaíba

Os irmãos acusados de autoria do assassinato do agente penitenciário José Silvino da Silva, fato ocorrido em Parnaíba em 2017, serão julgados pelo Tribunal Popular do Júri, em sessão que será presidida pela juíza Maria do Perpetuo Socorro Ivani de Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal daquela comarca, pois foram pronunciados pela justiça.

De acordo com a pauta sentarão no banco dos réus, os acusados  Rauellison de Souza Araújo e Cândido Souza Araújo e a jovem Marcilene Leonardo Ferreira. Eles foram pronunciados na quarta-feira, dia 06, mas a defesa ainda poderá apresentar recurso em sentido estrito.

Segundo a pronúncia, na noite do dia 22 de novembro de 2017, José Silvino estava em seu comércio “Pet Cães e Gatos”’, no bairro Joaz Sousa, naquela cidade,  quando foi abordado e morto pelos elementos Cândido e Rauellison que ainda contaram com a participação de Marcilene que ajudou na fuga. 

Consta ainda que ao praticarem o crime, os acusados incorreram nas qualificadoras, pois o crime ocorreu em virtude da vítima exercer, com aptidão e proficiência, sua profissão de agente na Penitenciária Mista de Parnaíba, pois mantinha os detentos com disciplina e era avesso a qualquer tipo de conduta ilícita no estabelecimento prisional, o que acabou por irritar os denunciados, notadamente Cândido, que achava que a vítima era representante da segurança pública e responsável pela suposta “opressão” sofrida por detentos da unidade prisional. Eles serão julgados pelos crimes: Cândido (homicídio qualificado, disparo de arma de fogo, comunicação falsa de crime, falsidade ideológica e associação criminosa), Rauellison (homicídio qualificado, disparo de arma de fogo e associação criminosa) e Marcilene (homicídio qualificado, comunicação falsa de crime e associação criminosa). A magistrada determinou que os três permaneçam presos. 

Em relação à Marcilene existe um pedido de prisão domiciliar por ter um filho menor de dois anos de idade, que será enviado ao Ministério Público para emissão de parecer para posteriormente ser decidido. 


 












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